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Com 80 mil membros, grupo de consumidores faz ranking dos piores e comemora casos de resolução

30 DEZ 2016
Assessoria
11h58min

Considerado um grupo que está estreitando as relações entre os consumidores e empresas, o grupo de Facebook “Aonde não Ir em Campo Grande” também resolveu fazer um balanço das empresas mais reclamadas nas redes sociais e com votação dos próprios membros. Além disso, a novidade são as novas regras para o próximo ano, que já estão em vigor, e que passaram por reformulação a partir do grupo de cinco moderadores que participam da “comunidade”.

Entre as empresas reclamadas, a que tem o maior número de reclamações é a Energisa ficando em primeiro lugar na votação e a empresa prestadora de serviço de telefonia, internet e TV a cabo “Net Campo Grande” ficou no “meio” com um segundo lugar. A situação política da Capital também foi lembrada, com a Prefeitura Municipal de Campo Grande levando o terceiro lugar.

Já com o advento do Uber, a Coopertáxi, que presta serviços de atendimento em táxi na Capital ficou em quarto lugar empatada com a loja “Cooperativa da Moda” no quesito “pior atendimento”. O quinto lugar também foi empate, dessa vez entre uma empresa concessionária Águas Guariroba e o “Trutis Bacon Bar”, que já esteve no centro de várias polêmicas. Com quase o mesmo número de votos, a Vivo que presta serviços também de telefonia, ficou logo atrás.

“Também foram citadas outras empresas privadas e lembradas em discussões dentro da própria comunidade, o que mostra que os consumidores estão atentos e buscando seu espaço”, aponta Camila Conciê, criadora do grupo e uma das moderadoras.

Também na moderação o comerciante Claudio Manoel vê o grupo como uma oportunidade de expor os problemas enfrentados pelos consumidores em geral, e na outra via o que eles chamam de “outro lado da moeda, já que existem outros mecanismos de reclamações, nacionais como o Reclame Aqui que nasceu em Campo Grande também, mas no grupo, a empresa tem como colocar seu lado e a os consumidores satisfeitos também podem fazer elogios”, destaca ele.

Outro diferencial lembrado pela moderação é que os próprios membros do grupo opinam sobre os assuntos. “Se uma reclamação é infundada, expõe desnecessariamente uma empresa, os próprios membros fazem ali o ‘julgamento da opinião pública’ e o número de resoluções entre os conflitos tem crescido bastante, inclusive com grandes empresas já participando ativamente com perfis ou com responsáveis entrando em contato, isso mostra inclusive a força das redes sociais”, destaca o DJ Guto Charles, que atua na moderação.

O grupo “Aonde não ir em Campo Grande” é um grupo fechado que conta atualmente com aproximadamente 80 mil membros e uma participação ativa de consumidores e empresas. Para participar do grupo é preciso ter um perfil no Facebook com mais de 60 dias, não ser fake (perfil falso) e seguir as regras que estão em publicação afixada no grupo.

“Além disso, uma das coisas que controlamos é o respeito, não são admitidos xingamentos e ofensas pessoais, além de que a empresa sempre terá o direito de se retratar e dar a versão dela. O próprio grupo perceber quando há alguém agindo de má fé ou de ‘birra’ não quer resolver com a empresa. Após feita essa mediação ali mesmo no Facebook, o tópico é fechado para comentários”, lembra a jornalista Liziane Berrocal, que também atua na moderação.

Quem quiser participar do grupo é só enviar a solicitação e as postagens são analisadas pelos moderadores, levando até 12h para serem aprovadas. “Não ligamos para as empresas, porque somos voluntários e não temos tempo para isso, mas o grupo mesmo julga, e a postagem precisa ter data, local e se possível horário, além de contar o que aconteceu para que seja uma indicação negativa”, explica Guto.

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