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Com África e Aparecida, Tatuapé e Vila Maria se destacam na 1ª noite de SP

A Acadêmicos do Tatuapé e a Unidos de Vila Maria foram os destaques da primeira noite de desfiles no Anhembi

25 fevereiro 2017 - 10h23Por Uol
Com África e Aparecida, Tatuapé e Vila Maria se destacam na 1ª noite de SP

A Acadêmicos do Tatuapé e a Unidos de Vila Maria foram os destaques da primeira noite de desfiles no Anhembi. Cada uma ao seu estilo conseguiu envolver a arquibancada no espetáculo que levou ao Anhembi. A primeira noite também foi marcada pelo atraso de Sabrina Sato na Gaviões da Fiel e alfinetada ao prefeito João Dória no desfile da Tucuruvi, cuja bateria veio sob o sugestivo nome de "Cinquenta Tons de Cinza".

Com um enredo sobre a África, a Tatuapé – vice-campeã de 2016 – apresentou um desfile coeso e vibrante ao mostrar as cores, as festividades e riquezas do continente. A agremiação se valeu de ter um dos melhores sambas da safra e fez paradinhas para o público cantar em coro o refrão: "É de arerê... Ilê, ijexá/ Essa kizomba de um povo feliz/Eu sou a África... Derramo meu axé/Canta Tatuapé."
A apresentação teve bons momentos, mas não chegou a empolgar. A cena, como sempre acabou roubada pela apresentadora Sabrina Sato, que chegou atrasada e desfiou sem parte da fantasia. 
 
Primeira escola a desfilar, a Tom Maior, que prestou uma homenagem a Elba Ramalho, teve problemas para colocar o seu segundo carro na avenida. Com isso, teve problemas no andamento da escola. O bom samba, a alegria do enredo que trouxe um pouco do Nordeste para o Sambódromo e o carisma de Elba seguraram o desfile.
 
As duas últimas a desfilar foram Acadêmicos do Tucuruvi e Águia de Ouro. Com enredos pouco atrativos, desfilaram para arquibancadas esvaziadas. A Tucuruvi, ao falar dos artistas de rua, e a Águia, ao falar sobre cães, recorreram à fórmula do visual lúdico, quase infantil. 
 
Neste sábado (25), mais sete escolas passarão pelo Anhembi em busca do título.

A Vila Maria, por sua vez, atingiu seu propósito de emocionar ao fazer uma homenagem aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. O enredo bem amarrado pelo carnavalesco Sidnei França, que faz sua estreia na escola, tornou o desfile de fácil compreensão na avenida. A assinatura do carnavalesco fez diferença nos acabamentos das alegorias e fantasias.

Sem nudez e respeitando as orientações da Igreja Católica, a escola estabeleceu um belo diálogo entre o sagrado e o profano. Destaque também para a bateria cadência do Mestre Moleza, que deu o ritmo ao samba em forma de oração que atravessou a avenida.
 
Dez vezes campeã e a maior vencedora dos últimos anos, a Mocidade Alegre não empolgou ao falar dos seus 50 anos. Mesmo assim, fez um desfile tecnicamente primoroso, sua marca registrada e é daí que vem sua maior força para a disputa do título. 
 
Com sua torcida jogando sempre a favor, a Gaviões da Fiel falou dos migrantes que chegam a São Paulo cheios de sonhos e em busca de oportunidades