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há 10 anos

Com intenção de bater recordes, obras de aquários de CE e MS expõem má gestão

Falcatrua nacionalizada

19/02/2015 às 18:30 |

Tainá Jara

Acquario do Ceará deveria ter sido entregue em janeiro deste ano, enquanto em MS a obra era promessa da gestão de Puccinelli. (Foto: divulgação e Deivid Correia)

Acquario do Ceará deveria ter sido entregue em janeiro deste ano, enquanto em MS a obra era promessa da gestão de Puccinelli. (Foto: divulgação e Deivid Correia)

A intenção de bater recordes com obras de aquários, parece ficar cada vez mais distante, não só em Mato Grosso do Sul, mas também no estado Ceará. As obras do Acquario do Ceará, que deveriam ter sido entregues no começo do ano, foram interrompidas devido a queixas. Em MS, o Aquário do Pantanal, deve esperar um ano a mais do prazo inicial da entrega para abrir suas portas. 

De acordo com o edição desta quinta-feira (19), do  jornal Folha de São Paulo, no Ceará, a obra era uma das vitrines da gestão do ex-governador Cid Gomes (Pros). Mas a construção do mega-aquário na praia de Iracema, em Fortaleza, foi paralisada por até dois meses a pedido da principal responsável pela obra, a empresa americana ICM Reynolds.


A suspensão foi iniciada no último dia 6 e deve durar até o atual governo analisar queixas protocoladas pela companhia em dezembro, segundo Pinho, ex-chefe da Casa Civil de Gomes, cujo aliado Camilo Santana (PT) foi eleito como sucessor ao governo. 


A situação é semelhante a verificada em Campo Grande. O Aquário do Pantanal é considerado a maior e mais cara obra dos oito anos de gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB), que deixou o cargo no dia 31 de dezembro de 2014. 

Pelos custos oficiais, a empreita não custa mais do que R$ 125 milhões. Porém, o Governo do Estado leva em consideração apenas os gastos com o prédio em si, sem contar toda a estrutura interna, para visitantes e suporte da vida dos animais que ficarão no local. Porém, a estimativa extraoficial é de que o custo beire os R$ 300 milhões. 

Ainda durante a gestão de Puccinelli, o aquário foi alvo de investigação do MPE-MS (Ministério Público Estadual) por suspeita de superfaturamento. Na época, a instauração se deu a pedido da empresa Terramare, para investigar eventual irregularidade na contratação da empresa Fluidra Brasil Indústria e Comércio Ltda. A empresa teria sido contratada sem licitação. 

Sob as mãos da gestão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o Aquário do Pantanal chegou a ter a obra paralisada para instauração de uma auditoria. A comissão, formada por 11 representantes de diversos órgãos públicos do Estado, constatou o sumiço de R$ 3,8 milhões. O dinheiro seria parte de um montante de R$ 34 milhões proveniente dos do Fundo Estadual do Meio Ambiente. 

No Ceará, o valor da obra é semelhante ao de Mato Grosso do Sul, apesar das maiores proporções. O aquário está orçado em cerca de R$ 300 milhões –esta quantia não inclui um estacionamento, ainda sem preço estimado, e uma usina termelétrica exclusiva para alimentar o mega-aquário e que custará R$ 16,2 milhões no total. 

Maiores do mundo 

Consideradas obras faraônicas, tanto o aquário de MS, quanto do Ceará, ambicionavam estar entre os maiores do mundo. Com seis milhões de litros da água e 32 tangues de peixes, o Aquário do Pantanal chegou a ser anunciado como maior em volume de água doce.

Em números, o Acquário do Ceará parece ganhar em suntuosidade. O empreendimento possui 21,5 mil m² e 38 tanques e pretende ser o quarto maior do mundo, com 15 milhões de litros de água.


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