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Comerciantes avaliam Júlio de Castilho antes e depois do projeto de recapeamento

Obras Públicas

8 JAN 2014
Aline Oliveira
20h12min
Edmar Rodrigues e Aparecida Fonseca Duarte tem comércio na via há 26 anos - Foto: Geovanni Gomes

O projeto de recapeamento da Avenida Júlio de Castilho vai completar três anos em 2014 e até o momento não foi finalizado. Com início no final de agosto de 2011, a proposta foi recapear 6,8 km da via, 9,7 km nas ruas adjacentes, além de implantação de 4 km de drenagem pluvial, iluminação pública e de trânsito.

 

Os comerciantes da região avaliam que o recapeamento da via foi muito bom, porém, reclamam que a sinalização de trânsito até o momento não foi finalizada e tem ocasionado muitos acidentes. Outra situação que ainda ocorre é o alagamento no período de chuvas, prejudicando as lojas, motoristas e pedestres que precisam trafegar pelo local.

 

Opinião dos empresários - Para o casal de empresários, Edmar Francisco Rodrigues e Aparecida Cristina Duarte que está há 26 anos no mesmo ponto, com um salão de beleza e uma loja de confecções, a situação está bem melhor, mas ainda existem problemas pontuais a serem resolvidos. “Estamos aqui há quase três décadas e enfrentamos todas as dificuldades. O recapeamento proporcionou uma melhora muito grande, porém, falta ainda a sinalização. A maioria dos semáforos não funciona, não existe retorno na avenida e nem a faixa amarela. Esperamos que esta questão se resolva o quanto antes, pois só assim os acidentes diminuirão”, declarou Edmar.

 

O cabeleireiro lembra que outro problema decorrente é a inundação por águas pluviais já que quando chove o alagamento toma conta de boa parte da Avenida. “Quando chove vira literalmente uma piscina, prejudicando os comerciantes do lado esquerdo (sentido bairro-centro). Isso prejudica tanto o proprietário da loja, quanto o cliente que busca os serviços”, ressaltou.

 

Execução da obra - Na avaliação de Gilberto Vicente da Silva Souza, que é proprietário junto com o pai de uma Auto Peças e Oficina Mecânica há 33 anos a situação ainda é insatisfatória, já que os prazos não foram cumpridos, a obra atrasou e o jogo de empurra prejudica somente os comerciantes e a população.

 

“O projeto nos foi imposto pela administração passada, não pudemos opinar e ainda não foi cumprido no prazo que estipularam. Muitos comerciantes não conseguiram suportar o período da reforma, já que houve uma queda representativa nas vendas e acabaram por ter que mudar daqui. Não quero saber quem começou a obra, quero saber quem vai concluir”, desabafou.

 

Souza conta que com a reforma, aumentou o fluxo de veículos e os acidentes, sem contar que o alagamento continua, no entanto, nada é feito para acabar com o problema. “A situação de abandono é tanta que nós que frequentamos a região estamos criando nossas próprias regras de trânsito. Policiamento de trânsito que é bom não tem nenhum, então contamos com a boa vontade dos motoristas”.

 

Já o proprietário de uma loja de embalagens, Luis Carlos Lemes Tavares considerou a reforma positiva e a empresa que está no local há três anos não sentiu impacto significativo nas vendas. “Nós não enfrentamos uma diminuição nas vendas, mas acredito que por termos estacionamento e por nossa localização ser na esquina com uma rua de acesso ao bairro Santo Antônio. Tudo isso com certeza nos favoreceu, mas fui testemunha de muitos colegas que fecharam a portas. Para se ter uma ideia, foram mais de cem lojas”, analisou.

 

Nota Retorno – Até o fechamento da reportagem não tivemos resposta da Assessoria de Imprensa da Prefeitura sobre qual o prazo para conclusão do processo de sinalização do trânsito na Avenida Júlio de Castilho.

Edmar Rodrigues e Aparecida Fonseca Duarte tem comércio na via há 26 anos - Foto: Geovanni Gomes
Edmar Rodrigues e Aparecida Fonseca Duarte tem comércio na via há 26 anos - Foto: Geovanni Gomes
Edmar Rodrigues e Aparecida Fonseca Duarte tem comércio na via há 26 anos - Foto: Geovanni GomesGilberto Vicente SouzaLuis Carlos Tavares

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