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quinta, 22 de outubro de 2020
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Corinthians promete identificar e punir culpados por invasão ao CT

Invasão

02 fevereiro 2014 - 12h18Por UOL

O Corinthians promete agir contra os mais de cem vândalos que invadiram e depredaram o CT Joaquim Grava no último sábado, espalhando terror entre funcionários, jogadores e dirigentes do clube. Nesta segunda, o presidente Mário Gobbi deve comparecer ao 62º DP da Polícia Militar para tentar ajudar na investigação.

"Segunda ele vai ao distrito, levar todo o conteúdo que está disponível. O Corinthians não pode permitir que seus jogadores sofram esse tipo de ameaça. Já que pregamos tanto a relação profissional, temos de dar condição para que isso ocorra", disse Ronaldo Ximenes, diretor de futebol do clube, em entrevista ao UOL Esporte.

A postura do diretor condiz com o espírito da nota oficial divulgada pelo clube no último sábado. No pronunciamento, o Corinthians "comunica que lavrou Boletim de Ocorrência no 62º DP da cidade de São Paulo e se coloca à disposição das autoridades públicas para identificação e punição aos envolvidos".

Em sua única entrevista sobre o ocorrido, o presidente Mário Gobbi também foi duro ao avaliar o ato. "Eu estou me sentindo um lixo, deprimido, arrasado, magoado. Uma gestão que deu um título inédito da Libertadores, Mundial, Paulistão invicto, uma diretoria que está começando um trabalho novo e que quem não enxerga não quer ver. Isso é latente, qualquer cego enxerga, eu não merecia passar por isso, este é o prêmio que ganhamos desses 200 vândalos", disse o cartola à Jovem Pan.

Se confirmar a intenção de identificar e punir quem invadiu o CT, o Corinthians vai comprar um briga inédita nos últimos anos, marcado pela boa relação com as organizadas. No ano passado, por exemplo, o clube se viu enrolado em pelo menos três episódios com os grupos, mas em nenhum momento foi para o confronto.

Em fevereiro, a morte do jovem Kevin Espada, na Bolívia, fez o Corinthians jogar sem público em uma partida da Libertadores, fora o dano causado à imagem do clube. No meio do Brasileiro, uma briga de organizados corintianos com rivais vascaínos, em Brasília, tirou quatro mandos de campo da equipe no torneio. Por fim, nos últimos meses de 2013 o elenco foi alvo de vários protestos no CT, e chegou a ter de se reunir com os torcedores em um deles.

"Eu acredito que temos pessoas bem intencionadas tanto entre os organizados quanto entre os desorganizados, digamos assim. Hoje, para manter uma linha coerente, precisamos identificar aqueles que são ou não. Isso é um caso que ultrapassa a relação do Corinthians com a torcida. É lesão corporal, furto, vandalismo. É caso de segurança pública. Tem de recorrer pra que os infratores sejam punidos. O futebol não pode aceitar esse tipo de comportamento", disse Ximenes.

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