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Criança internada com lesões foi espançada; mãe alegou que menina foi picada por inseto

Criança deu entrada no hospital com lesão na parte frontal e no lado esquerdo do rosto, que também afetou o olho

04 setembro 2019 - 15h24Por G1/PI

A Polícia Civil, por meio da Delegacia De Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA), investiga o caso de uma criança de 2 anos e 5 meses que deu entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), no Piauí, com várias lesões na cabeça no domingo (1º) e teve alta na manhã desta terça-feira (3). O Conselho Tutelar revelou que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que os ferimentos foram causados por espancamento.

De acordo com o Conselho, a criança chegou a ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Satélite, onde a mãe relatou que a filha teria sido picada por um inseto e por isso estava com o rosto inflamado. "No relatório que recebemos, o pai contou para assistente social da UPA que a criança teria sido agredida e esta não era a primeira vez", revelou a conselheira Socorro Arrais.

Devido à gravidade das lesões, a menina foi transferida para o HUT. A direção do hospital informou que a criança teve uma lesão na parte frontal e no lado esquerdo do rosto, que também afetou o olho. De acordo com a unidade de saúde, a mãe contou para a equipe médica a versão de que a criança sofreu queda de uma rede.

A criança recebeu alta após ficar em observação na Clínica Pediátrica e foi entregue ao pai. O HUT notificou o caso para o Conselho Tutelar, que enviou um conselheiro para realização dos procedimentos iniciais. A criança foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, que comprovou a agressão.

"O laudo confirmou que ela foi vítima de espancamento. O pai é quem tem a guarda da criança, mas no dia do ocorrido ela estava sob os cuidados da mãe, que tem direito de ficar com a filha nos finais de semana. A partir desse resultado, vamos solicitar a prisão preventiva da mãe, já que a criança estava sob sua responsabilidade", informou Francisco Leite, membro do Conselho Tutelar.

O pai da criança procurou a DEPCA ainda na segunda-feira (2) e registrou boletim de ocorrência do caso.