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Descontentes, servidores do interior mobilizam 'Caravanas do Não ao Duzentão'

08 abril 2016 - 16h13Por Da Redação

Descontentes com os R$ 200 de abono oferecido pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) durante a negociação salarial deste ano, os servidores públicos do interior do Estado de Mato Grosso do Sul estão organizando “Caravanas do Não ao Duzentão” para se deslocarem até Campo Grande e engrossar o coro na Assembleia Geral Unificada marcada para amanhã (9), sábado, às 8h na sede da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública).

“Os servidores do interior do Estado começaram a perceber a gravidade da situação que o funcionalismo público está vivendo, podendo se agravar ainda mais se não nos mobilizarmos. Pois estamos há mais de um ano e meio sem reajuste e governador Reinaldo Azambuja não faz questão nem de nos receber. Que governo é esse que promete valorização e diálogo e depois de eleito simplesmente não recebe a categoria?”, questionou o coordenador do Fórum de Servidores do Estado e presidente da Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do quadro de Sargentos do Estado– ABSSMS, Thiago Mônaco Marques.

Os coordenadores do Fórum de Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul ressaltam que a falta de reajuste na remuneração dos servidores, nos últimos dois anos, causou uma perda salarial de 16,14%, conforme estudos técnicos realizados pelo DIEESE-MS (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que inclusive comprovam a capacidade financeira do Estado em investir nos servidores.

Além disso, no balanço de 2015, apresentado publicamente pelo Governo demonstrou um aumento considerável na arrecadação estadual, que foi superavitária em mais de R$ 500 milhões. Sem contar a arrecadação do período do primeiro semestre de 2016, que ainda será contabilizada e somada ao superávit de 2015, podendo ultrapassar a importância de R$ 1 Bilhão.

Indicativo de Paralisação Geral – Durante a Assembleia Geral Unificada, que será realizada no dia 9 de abril (sábado), às 8h, na ACP – Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública, será discutida a possibilidade de paralisação geral dos servidores públicos de todo Estado.