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Dilma afirma que não há ressarcimento em caso de erro dos órgãos fiscalizadores que determinam as pa

Obras

8 NOV 2013
Reuters
11h20min

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (8) que considera um "absurdo" e "extremamente perigoso" paralisar obras em andamento no Brasil, porque não há ressarcimento em caso de erro dos órgãos fiscalizadores que determinam as paralisações.

Questionada em entrevista a rádios do Rio Grande do Sul sobre relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendando a paralisação de sete obras com recursos federais devido a indícios de irregularidades, Dilma disse que outros métodos deveriam ser usados pelos órgãos fiscalizadores, sem interromper o andamento dos projetos em execução.

Em relatório divulgado nesta semana, o TCU informou ter realizado 136 auditorias em obras segundo critérios estabelecidos pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), das quais foram constadas irregularidades graves em 84.

Destas, sete obras receberam recomendação de bloqueio preventivo de execução, e outras oito tiveram recomendação de retenção parcial do repasse de valores, também devido a irregularidades.

Entre as obras com indicação do TCU pela paralisação está a implantação e pavimentação da BR-448, no Rio Grande do Sul. Dilma, no entanto, garantiu que "de qualquer jeito essa obra vai ficar pronta, nós vamos inaugurá-la".

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