Valquíria Cristina Gonçalves Curado, 23 anos, vive na cidade de Campo Grande em função dos seus dois filhos, principalmente da mais velha, que sofre de paralisia cerebral. Como a família está passando por dificuldades financeiras, ela se despiu da timidez e veio a público pedir a colaboração da sociedade para tratar sua filha e ajudar nos custeios básicos.
Além de procurar a imprensa, Valquíria conta sua história e tenta apoio por meio da internet, através de campanhas nas redes sociais. Algumas ajudas já foram obtidas, mas ainda, segundo ela, a família está passando por dificuldades.
"Estamos passando necessidades. Não posso trabalhar porque tenho que cuidar deles. Vivemos apenas do bolsa família e R$ 330,00 que o pai de ambos manda, não é o suficiente. Moramos de aluguel, as prestações estão atrasadas, estamos com luz e água cortada", revela Valquíria.
Além da filha doente, ela mora com a mãe, que é aposentada, e o filho Victor Cauã de 3 anos. "Minha mãe não pode ajudar, é idosa. Ela ficou com o pagamento bloqueado e estamos tentando resolver, disseram que foi depositado, mas na conta não aparece", contou.
Paralisia Cerebral
A paralisia cerebral é causada por lesões ou anormalidades no cérebro. Muitos desses problemas ocorrem dentro do útero, mas podem surgir a qualquer momento, durante os primeiros dois anos de vida, enquanto o cérebro do bebê ainda está em desenvolvimento. Essa paralisia é um conjunto de distúrbios que podem envolver as funções cerebrais e do sistema nervoso, afetando os movimentos, aprendizagem, audição, visão e raciocínio.
Quem vê o rostinho de Vitória Cristina Curado Ferreira, 9 anos, não imagina como essa menina é guerreira e luta pela própria sobrevivência. "Ela nasceu prematura. Acho que ficou doente porque o médico forçou o parto. Tenho que monitorá-la o tempo todo, fica na cadeira de rodas", contou.

A mãe disse que está na fila de espera para colocá-la na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), com o intuito de melhorar o seu quadro clínico. Nessa semana, ela deu entrada para o benefício do governo, só que não sabe se poderá ser contemplada.
O pedido de doações engloba além de ajuda financeira, alimentos, fraldas tamanhos XG/XXG, leite em pó, mucilon e roupas para as crianças. "Toda ajuda é bem vinda. Lógico que precisamos de dinheiro, mas aceitamos qualquer coisa. Deus dará em dobro".
Para colaborar, basta entra em contato pelos telefones (67) 9138-0187 e (67) 9298-5135.







