O velório de Priscila Rodrigues da Silva, 21 anos, que teve morte cerebral, após passar por um quarto procedimento cirúrgico, está acontecendo na Rua Caramuru, nº 563, no Bairro Guanandi em Campo Grande. Segundo familiares mais de 500 pessoas já passaram pelo local. Família, amigos, vizinhos e várias pessoas que se comoveram com a história da jovem estão prestando as últimas homenagens, à jovem sorridente.
Priscila perdeu o útero após adquirir uma infecção pós-parto, realizado no dia 12 de maio, na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. O marido da jovem, Everton Alves Bonfim, relatou ao Top Mídia News, que o quadro de sua esposa, piorou quando ela foi transferida para um quarto, juntamente com outros pacientes, também, com infecção . "Toda vez que ela melhorava, eles a tiravam de lá e a colocavam no quarto em contato com outras pessoas também com infecção", confessou o marido.
A prima de Priscila, Solange da Silva, 24 anos, pede por justiça. “Ela era uma menina do bem, não tinha briga e mágoa de ninguém. Estamos abalados com esse fim trágico de uma jovem sorridente e que adorava tirar fotos. A minha prima tinha tudo para ter um futuro brilhante”, lamentou Solange.

O irmão da jovem, Hélio Lopes Rodrigues, 32 anos, muito emocionado, deu a seguinte declaração. “A nossa família estava acreditando na recuperação da minha irmã, inclusive ela própria, estava contente e muito confiante. Foram dois meses de altos e baixos. Estávamos preparando uma festa para recebê-la quando tivesse alta. Mas, nesse tempo que estava internada, a minha irmã recebeu muito amor de toda a família, sempre visitávamos, parente e amigos. Ela era uma pessoa querida por todos”, declarou o irmão de Priscila.
A jovem mãe foi liberada pelos médicos e conseguiu amamentar por apenas uma semana a filha recém-nascida Maria Luiza.
O presidente da Associação das Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul (Avem), Valdemar Morais de Souza, foi procurado pela família da vítima e garantiu que irá tomar as providências a respeito do caso. "Sabemos que ela teve um pré-natal normal. Precisamos do prontuário para analisar o caso e poder tomar as medidas necessárias. Se ficar comprovada a denúncia de erro médico, vamos processar os responsáveis", assegurou.






