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Enquete: Para 75%, questões sobre sexualidade no Enem devem ser banidas

Assunto entrou em debate após tema sobre linguagem e gênero na prova e levantou onda conservadora no país

12 novembro 2018 - 14h15Por Amanda Amaral

A enquete desta semana do TopMídiaNews quis saber: ‘ Você é favorável da presença de questões de sexualidade nas provas do Enem?’, onde 75% dos participantes disseram ser contra. A outra opção, de quem opinou ser a favor do assunto no Exame Nacional do Ensino Médio, representou 25% do total de votos.

"Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!” foi a frase que levantou polêmica após aparecer na primeira fase da prova, no dia 4 de novembro. Apesar da questão se tratar sobre dialetos populares e a transformação da linguagem, e não sexualidade e gênero de forma direta, acabou como alvo de críticas e protestos pelo Brasil.

A onda conservadora se deu porque as palavras fazem parte, principalmente, da maneira que se comunica a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Para muitos, se tratou de ‘doutrinação’, enquanto o outro lado enxerga esse parecer como uma limitação de entendimento sobre uma pergunta de caráter técnico sobre o idioma de origem africana.

Um dos críticos à questão foi o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevistas, afirmou haver uma ‘supervalorização’ de LGBTs e que o Governo vai ‘fiscalizar’ as provas antes de serem aplicadas, o que gerou preocupação do Inep (Instituto Nacional de Pesquisas).

Em entrevista ao jornal ‘El País’, a presidente do Instituto, Maria Inês Fini, afirmou que "em momento algum houve qualquer perspectiva de doutrinação, de valorização de uma posição em detrimento da outra". "Eu só lamento que algumas leituras tenham sido equivocadas, mas cada pessoa, cada leitor do mundo faz uma interpretação do texto da maneira como quer, não é? Com a sua cultura, com seus valores e com as suas ideologias", completou.