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15/09/2014 18:17

Escassez provoca falta de implante de silicone na Venezuela

Caracas

Os venezuelanos obcecados por beleza estão sofrendo com a escassez de implantes mamários no país. Para atender os pedidos, especialmente das mulheres, os médicos estão usando dispositivos que são do tamanho errado ou feitos na China, com padrões de qualidade menos rigorosos.


“As mulheres estão reclamando. As venezuelanas são muito preocupados com a autoestima”, disse Ramon Zapata, presidente da Sociedade de Cirurgiões Plásticos.


A Venezuela possui uma das taxas de cirurgia plástica mais altos do mundo, e o implante de mama é o procedimento mais comum. Só no ano passado, os médicos realizaram 85 mil implantes, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Apenas os Estados Unidos, Brasil, México e Alemanha — todos países com populações significativamente maiores — registraram mais procedimentos.


Antes, os venezuelanos tinham um fácil acesso aos implantes aprovados pela administração americana de Alimentos e Drogas. Mas agora, os médicos afirmam que as marcas americanas são impossíveis de encontrar.


Na ausência dos produtos, a cirurgia plástica tornou-se uma área dominada pela parceira entre a Venezuela e a China. Enquanto um par de implantes aprovados pelos reguladores europeus pode custar até US$ 600 (quase R$ 1.400), o equivalente chinês chega a um terço desse valor. Alguns médicos venezuelanos se recusam a usar os silicones chineses, que não estão sujeitos a inspeções governamentais aleatórias ou estudos clínicos.


“Eu não estou dizendo que eles não são seguros, mas eu removi alguns implantes rompidos chineses. Eu apenas não me sinto confortável com eles”, afirma o cirurgião Daniel Slobodianik.

 

Não são só as mulheres que procuram os implantes. E os motivos não são exclusivamente estéticos, pois alguns pacientes têm necessidades médicas. Um exemplo é Lisette Arroyo, de 46 anos, que esperou dois meses para trocar seus implantes rompidos.


O governo venezuelano não tem dado muita atenção ao problema. A fixação da cirurgia plástica sempre foi muito criticada pelo falecido presidente Hugo Chávez, que chamou o procedimento de “monstruoso” e condenou a prática de dar implantes para meninas nos aniversários de 15 anos. Na mídia social, os venezuelanos adotaram um tom mais crítico, enquanto outros brincaram que a escassez vai obrigar as mulheres venezuelanas a começar a desenvolver suas personalidades.

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