Um grupo de cerca de 50 alunos do curso de medicina da Universidade Anhanguera-Uniderp realizam protesto na manhã desta quarta-feira (25), na avenida Ceará, em Campo Grande. Os alunos reclamam do, segundo eles, preço abusivo da mensalidade e também da falta de critério para escolha de estudantes que recebem descontos.
O protesto começou dentro da instituição por volta das 7 horas e seguiu para a avenida Ceará, onde paralisou o trânsito. De acordo com os estudantes, a mensalidade varia entre R$ 10 e R$ 8 mil.
A definição de quem paga mais ou menos é feita sem critérios definidos, ainda conforme as denúncias. Os alunos criticaram a gestão da reitora da instituição, Leocádia Aglaé Petry Leme, que nunca teria revelado a planilha com os custos reais do curso.
“A reitora nunca entra em acordo com a gente, estão nos fazendo de bobos”, reclama uma estudante que não quis ser identificada. Ela explica que em sua sala de aula, cada aluno paga um valor diferente pelas mesmas aulas.
O estudante do 5° semestre, Wagner de Abreu, 31 anos, explica que o grupo exige que a reitora se reúna com os alunos e garanta medidas para solucionar o problema. Além dos valores abusivos, os estudantes criticam a falta de estrutura da universidade e a qualidade dos livros didáticos oferecidos. “Ela tem que vir aqui conversar com a gente e dizer o que vai ser resolvido”, diz.
A Polícia Militar acompanha a manifestação e espera que o trânsito seja liberado a partir das 11 horas. Entretanto, alunos ameaçam continuar o protesto dentro da universidade até que a reitora se comprometa a conversar com o grupo.






