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Falha no atendimento médico é fato marcante nesse final de semana em Campo Grande

12 OUT 2013
Marithê Lopes
18h15min
Alexandra espera por cirurgia que acontece segunda. Foto: Vanessa Ricarte

A falta de atendimento médico é evidente nos finais de semana e feriados prolongados. Na Capital dois foram os casos dessa falha na saúde. Camila Batista Brounel, 19, depois de uma longa procura por um hospital acabou dando à luz à pequena Yasmin em plena Avenida Costa e Silva, socorrida por uma unidade de resgate dos Bombeiros que passavam por coincidência pelo lugar. De acordo com os Bombeiros, o parto correu tranquilamente e mãe e bebê passam bem. 

A situação se repete
Alexandra Possani Camargo, 43, conveniada à Unimed Campo Grande, não conseguiu atendimento, mesmo pagando por um dos planos de saúde mais caros do Estado. Ontem pela manhã, Alexandra percorria a trilha conhecida por Cerro Corá, a 5km de Sidrolândia, quando sofreu uma queda de bicicleta.

O carro de apoio que acompanhava o grupo a levou ao pronto-atendimento (Hospital da Unimed) da cidade. Feitos os primeiros curativos, Alexandra, acompanhada por seus filhos Laís e Luis Eduardo, seguiu para a Capital. Foi a partir desse ponto que a peregrinação por atendimento começou. Ela teve de esperar por cinco horas para receber atendimento médico adequado.

Ao
 vir para Capital,  Alexandra conta que passou por diversas unidades de saúde particulares sem obter uma resposta. Na Clínica Campo Grande, ela não encontrou ortopedista. Ao procurar por um serviço no hospital Pênfigo, o médico se recusou a prestar socorro. Já no ProntoMed, não pôde ser atendida por haver vinte e quatro pessoas na fila de espera. Segundo Alexandra, o auxílio chegou quando conseguiu receber atenção do corpo clínico do hospital El Kadri. "Por ter plano de saúde me senti prejudicada, imagina quem não tem", diz indignada.

À base de analgésicos e antibióticos, Alexandra espera pela cirurgia que está marcada para esta segunda. Em conversa com o especialista, ela recebeu a informação de que a lesão no braço é grave, pois há uma perfuração de uma pedra no local que precisa ser retirada com urgência. "O médico alertou para tomar todos os cuidados porque a pedra pode se deslocar de lugar", conta.

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