A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou um advogado e dois empresários, familiares do adolescente investigado pela morte do cãozinho Orelha, pelo crime de coação no curso do processo. O avanço nas investigações foi detalhado durante uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (27), em Florianópolis. O caso gerou grande comoção e repercussão nacional.
Segundo a Polícia Civil do estado, os três indiciados foram interrogados e, a partir dos elementos reunidos, ficou caracterizada a tentativa de interferência no andamento das investigações que apuram os maus-tratos e o assassinato do animal.
Participaram da coletiva o Delegado-Geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, a delegada responsável pelo caso na Delegacia de Proteção Animal (DPA), Mardjoli Valcareggi, o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, Pedro Henrique de Paula e Silva Mendes, e o diretor do Gabinete da Delegacia-Geral, Marcelo Nogueira.
As autoridades destacaram que as investigações seguem em andamento e reforçaram o compromisso para responsabilizar a todos os envolvidos, tanto nos crimes contra o animal quanto em eventuais tentativas de obstrução da Justiça.
O caso
Em 16 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) tomou conhecimento do caso. Moradores da região relataram que o cachorro estava desaparecido e, dias depois, foi encontrado por um de seus cuidadores ferido e agonizando.
O animal não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela polícia.
Caso seja confirmada a participação dos adolescentes, eles responderão por ato infracional, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
As medidas socioeducativas variam desde advertência e prestação de serviços à comunidade até liberdade assistida e, em situações excepcionais, internação.
Orelha vivia há anos na Praia Brava e era cuidado informalmente por moradores da região.







