Calebe Gonçalves Macedo tem apenas dois anos e três meses de idade, mas já está mobilizando muita gente em sua causa. A criança foi diagnosticada com leucemia na semana passada, no município de Dois Irmão do Buriti, distante a cerca de 83 quilômetros de Campo Grande. Agora, familiares e amigos se juntaram por meio das redes sociais solicitando doações de sangue e de medula.
A família, que mora no interior do estado, descobriu a doença na terça-feira (23) e, em razão da gravidade do caso, o menino acabou sendo internado no dia seguinte, na Santa Casa, da Capital. No momento, ele precisa, com urgência, de doações de sangue para manter o tratamento e de um doador de medula óssea que seja compatível para curá-lo.
Os amigos e familiares estão compartilhando através das redes sociais, Facebook, fotos da criança, contando sua história e pedindo o apoio. Apesar do tipo sanguíneo de Calebe ser B positivo, ele necessita de qualquer tipagem, já que o hospital faz substituição de bolsas.

Quanto ao doador de medula é necessário ter entre 18 e 54 anos de idade, com bom estado geral de saúde. No Hemocentro é retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5 a 10ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. Fazendo o cadastro, você poderá ser acionado ao ser identificado como compatível, até os 60 anos.
A doação é simples e pode salvar vidas. É um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de no mínimo de 24h. Normalmente, os doadores retornam as suas atividades habituais depois da primeira semana.
De acordo com a tia de Calebe, Karina Fernandes Macedo, os médicos devem analisar primeiro o estado do seu sobrinho, para depois iniciar os testes de compatibilidade. “Quem está ficando com ele no hospital é o pai. Minha irmã acabou de ganhar bebê, faz 25 dias, por isso estou acompanhando tudo de perto. Ficamos desesperados porque ele passou bem mal. Ontem, por exemplo, ficou em estado de emergência devido as plaquetas baixas. Não sabemos ainda, se os quatro irmãos poderão ser compatíveis, mas temos essa esperança”, destacou.

Leucemia
Como a causa exata é desconhecida, a leucemia refere-se a um grupo de cânceres que afeta as células brancas do sangue. É uma enfermidade que se desenvolve na medula óssea, parte do corpo que produz as células sanguíneas. Uma pessoa com leucemia produz exageradamente certos tipos de glóbulos brancos, chamados blastos (células muito jovens), causando infecções, anemia e sangramento excessivo.
A preocupação dos familiares é justificável, porque de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), apesar da leucemia ser o câncer mais curável, é ainda o que mais mata pacientes entre 0 e 18 anos. Estima-se que, atualmente, mais de 7.500 pessoas desenvolvam leucemia no país.







