Um dia depois de defender publicamente a Match, dona dos direitos de comercialização dos ingressos da Copa do Mundo, a Fifa decidiu se esquivar das perguntas sobre o assunto. Mas mais uma vez deu ares de que confia na empresa e cobrou clareza da Justiça brasileira.
"Não temos mais nada a agregar ao assunto. Está nas mãos das autoridades", disse Delia Fischer, chefe do Departamento de Comunicação da Fifa. "Conforme eu disse temos que esperar para ver o que as autoridades nos fornecem. O que precisamos é ter clareza da Justiça, que nos passem os documentos. É também interesse da Fifa e do futebol que isso seja esclarecido", completou.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro chegou a decretar prisão preventiva, negou um habeas corpus e agora considera como foragido o inglês Raymond Whelan, principal executivo (CEO) da Match Services, sob suspeita de ele liderar um esquema internacional de cambistas durante a Copa do Mundo. A polícia encontrou cem entradas para jogos com ele.
Neste sábado, porém, a Fifa saiu em uma espécie de defesa da Match. "Com base na experiência adquirida ao longo de quase 30 anos de colaboração com a Byrom plc., a Fifa confia no comportamento comercial leal e respeitável da Byrom plc., de seus funcionários e diretores e está confiante de que uma avaliação de todos os fatos e conceitos vai exonerar de culpa os funcionários e diretores de Byrom plc", disse a entidade em nota oficial.







