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Frio intenso nos EUA prejudica empregos

Gelado

2 FEV 2014
Estadão
19h59min

Economistas têm divulgado suas previsões para a criação de empregos nos EUA em janeiro, mas ninguém está muito confiante devido ao frio intenso e incomum que atingiu o país no mês passado.

"Neste momento, é um trabalho realmente de adivinhação", disse Joshua Shapiro, economista-chefe da MFR em Nova York.

O frio e a neve raramente afetam tendências de emprego de longo prazo, mas são capazes de distorcer o número de empregos criados no curto prazo, tornando difícil descobrir se a economia melhorou ou piorou.

Isso, porém, não deve impedir que os investidores averiguem os detalhes do relatório de emprego de janeiro, que será divulgado nesta sexta-feira (07). O dado, tradicionalmente, é o mais observado para indicar os rumos da economia.

Economistas consultados pelo Market Watch estimam que a economia americana tenha criado 182 mil empregos em janeiro, após a fraca criação de 74 mil postos de trabalho em dezembro - mês que também teve distorções devido ao frio.

Um ganho de 180 mil confirmaria a visão que prevalece em Wall Street, de que o número de dezembro foi uma exceção, especialmente se a criação de empregos no último mês de 2013 for revisada fortemente para cima, como esperam os economistas.

Os economistas do governo de fato levam o inverno em consideração quando ajustam os números do emprego, mas os cálculos incluem um inverno normal. "Este foi um dos meses de janeiro mais frios já registrados", disse Joel Naroff, da Naroff Economic Advisors. "Não existe uma pessoa que saiba o que o clima fez com os números do emprego."

Os problemas podem até mesmo se estenderem para fevereiro ou março. A criação de empregos pode vir muito fraca e de repente ganhar força. "Podemos ter 60 mil empregos criados em um mês e 360 mil no seguinte, por exemplo", disse Naroff.

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