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domingo, 28 de fevereiro de 2021
Geral

Gilberto Kassab é indiciado pela Lava Jato por corrupção

Ele foi ministro do governo Michel Temer e nega as acusações

22 fevereiro 2021 - 18h39Por Thiago de Souza

O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do PSD, foi indiciado pela Polícia Federal, nesta segunda-feira (22), pelo crime de corrupção. A medida alcança o irmão dele e outros empresários investigados na Operação Lava Jato. 

Kassab é atual presidente do PSD, sigla que integra o Centrão. A ele também são atribuídos os crimes de falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele e o partido teriam recebido R$ 58 milhões em propina. 

Conforme a PF, a investigação contra o político se deu após as delações premiadas de executivos da J&F, controladora da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Renato Kassab e o ex-tesoureiro do PSD Nacional, Flavio Castelli Chuery, apontado como o intermediário do ex-ministro da Ciência, são os outros investigados. 

Segundo o Metrópoles, a polícia garante há fartos indícios de que Kassab e outros investigados tenham cometido os crimes. 

“Além da colaboração premiada, foram realizadas diversas outras diligências, dentre elas: quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e das empresas por eles utilizadas, análise de material em sede de busca e apreensão, análise conversas por aplicativos de mensagens e a oitiva de testemunhas e de outras pessoas relacionadas aos fatos”, esclareceu a PF, em nota.

O inquérito policial foi entregue com o Relatório à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo para as providências cabíveis.

Resposta

A defesa de Kassab, que também foi ministro da Ciência e Tecnologia no governo Michel Temer, disse que já apresentou “farta documentação que demonstra, de forma cabal e inequívoca, que houve a real e efetiva prestação dos serviços, com valores adequados e compatíveis com os praticados no mercado, executados mediante relação contratual entre empresas privadas”.

“Os valores foram regularmente recebidos em decorrência de uma atividade empresarial lícita que não guarda relação com eventuais funções públicas, nem com atividade político partidária exercidas”, prosseguiu.
Ainda segundo o site de notícias, a defesa destacou também que os contratos, lícitos e regulares, foram celebrados nos anos de 2013 e 2014, período em que o ex-prefeito estava na iniciativa privada e não ocupava cargo público, e que ele se afastou do quadro societário antes de voltar a assumir cargos públicos em 2015, não tendo recebido quaisquer valores relacionados a esses contratos após meados de 2014.

O cliente, diz a defesa, disse estar confiante no Ministério Público e na Justiça e que restará comprovada a correção de todos os seus atos.