Menu
sábado, 19 de setembro de 2020
Geral

Governo estuda restringir seguro-desemprego para poupar recursos

A proposta da área econômica estuda exigir tempo maior de serviço para a liberação do dinheiro

15 setembro 2020 - 10h00Por Rayani Santa Cruz

O G1 divulgou nesta terça-feira (15), que a  área econômica do governo Jair Bolsonaro está avaliando mudanças no seguro-desemprego como uma forma de poupar recursos e viabilizar o novo programa social, chamado de Renda Brasil. 

A informação foi repassada pelo secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. O estudo, segundo Waldery Rodrigues, prevê duas possibilidades: aumento da carência, ou seja, do tempo mínimo de serviço para que o trabalhador tenha direito ao benefício; redução no número de parcelas a serem pagas.

Pelas regras atuais, o primeiro pedido pode ser feito após 12 meses de trabalho, e o seguro é dividido entre três e cinco parcelas.

O Brasil tem hoje uma taxa de desemprego de 13,3%, que atinge 12,8 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em maio de 2017.

"Estamos olhando a carência ou o número de parcelas. São itens mais importantes e adequados para a análise. [...] Se estender [a carência] para 15 meses, 20 meses, 24 meses, a despesa com seguro-desemprego também é reduzida", declarou Waldery Rodrigues ao G1.

O aumento do prazo para a solicitação do seguro-desemprego torna o acesso ao benefício mais difícil e, com isso, reduz o total gasto ao ano com esses pagamentos. O mesmo acontece se houver corte no número de parcelas.

Se aprovadas, as medidas entrariam em vigor em um momento de uma procura maior pelo seguro-desemprego, por conta dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, os pedidos de seguro-desemprego somaram 4.521.163, uma alta de 11% na comparação com o mesmo período de 2019.

A ideia de promover mudanças no seguro-desemprego, segundo o Ministério da Economia, poderá ser incluída na PEC do Pacto Federativo, relatada pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC) no Congresso. O tema está sendo debatido com o senador, que ainda não apresentou o relatório.

Procurado pelo G1, Bittar afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que está aguardando mais informações da equipe econômica para avaliar se vai incluir ou não essas mudanças no relatório a ser analisado pelo Congresso.

Leia Também

Tá podendo: aprovação de Bolsonaro sobe entre quem recebe auxilio emergencial
Geral
Tá podendo: aprovação de Bolsonaro sobe entre quem recebe auxilio emergencial
Mula: PRF prende homem com quase 47 kg de pasta base cocaína em Anastácio
Interior
Mula: PRF prende homem com quase 47 kg de pasta base cocaína em Anastácio
Flordelis vai usar tornozeleira e cumprir toque de recolher no Rio
Geral
Flordelis vai usar tornozeleira e cumprir toque de recolher no Rio
Total de mortos pela covid-19 chega aos 135 mil no Brasil, diz boletim
Geral
Total de mortos pela covid-19 chega aos 135 mil no Brasil, diz boletim