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Grupo invade hospital no RJ, quebra portas e 'fiscaliza' leitos vazios

Eles sãoparentes de uma mulher que morreu de covid-19 horas após ser internada

12 junho 2020 - 18h11Por Thiago de Souza

Grupo formado por, ao menos seis pessoas, invadiu o hospital Municipal Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro e causou muita confusão nesta sexta-feira (12). Eles estavam revoltados com a morte de uma parente e questionavam se havia leitos vazios na unidade. 

A unidade em questão é referência no tratamento da covid-19, na cidade. Profissionais disseram que uma mulher estava alterada e teria chutado portas, derrubado computadores e invadido alas com pacientes internados. 

Ao jornal O Globo, testemunhas disseram que o grupo dizia que tinha o direito de verificar se todos os leitos estavam ocupados. Outros relatos feitos ao O Globo dão conta que os invasores gritavam ''Mentira, mentira''. 

Ainda segundo o jornal, o médico da unidade, Alex Telles, e presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sindmed), interpretou a invasão. 

''...o grupo agiu de forma muito agressiva, e citou o pedido do presidente Jair Bolsonaro, para que apoiadores entrem e fiscalizem hospitais. Acredito que a fala de Bolsonaro expõe os médicos que trabalham nestas unidades’’, acusou. 

Secretaria

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde esclareceu o que ocorreu foi um tumulto causado por cinco pessoas de uma mesma família que, desesperadas ao receberem a notícia da morte de uma parente internada no local – uma senhora de 56 anos, ocorrida nesta manhã – entraram alteradas na unidade, quebraram uma placa de sinalização e bateram uma porta, causando danos. A SMS acrescentou ainda que vigilantes, guardas municipais de uma viatura que fica baseada no hospital e integrantes da equipe assistencial ajudaram a contornar a situação. Uma das pessoas da família, uma mulher, precisou ser medicada para se acalmar. À reportagem, a SMS afirmou também que não houve invasão, e que as pessoas foram autorizadas a entrar na ala.