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Helicóptero da PM que caiu flagrou suspeitos nas ruas da Cidade de Deus

De acordo com informações da Polícia Militar, no momento da queda do helicóptero, tanto o sinal de transmissão de vídeo quanto o sinal de rádio foram cortados

21 NOV 2016
G1
16h27min
Foto: Reprodução

Imagens feitas pelo helicóptero da Polícia Militar que caiu na Zona Oeste do Rio no fim da tarde do sábado (19) flagraram suspeitos armados caminhando pelas ruas da Cidade de Deus. Todos os ocupantes, quatro policiais militares, morreram. O helicóptero dava suporte às ações da PM na região, que foi palco de intensos tiroteios. Policiais da UPP da Cidade de Deus trocaram tiros com criminosos.

De acordo com informações da Polícia Militar, no momento da queda do helicóptero, tanto o sinal de transmissão de vídeo quanto o sinal de rádio foram cortados, como informou o Bom Dia Rio na manhã desta segunda (21).

Uma perícia inicial feita logo após o acidente apontou que os corpos dos policiais militares que estavam no helicóptero da corporação não tinham marcas de perfurações por arma de fogo, segundo Roberto Sá, secretário de Segurança do Rio de Janeiro. De acordo com Sá, a aeronave também não apresentava marcas de disparos.

Em entrevista ao RJTV, o especialista em segurança pública e ex-oficial da PM Paulo Storani afirmou que um disparo de fuzil efetuado do solo tem, em tese, alcance para atingir um helicóptero que estivesse a uma altura de cerca de 2 mil pés, que equivalem a pouco mais de 600 metros.
"Segundo as informações que temos e as próprias imagens, o helicóptero estava numa altura adequada, diminuindo o risco de atingimento por um disparo de fuzil que, lembrando, é uma arma produzida para uso em guerras e que tem alcance para atingir a aeronave, mesmo voando a uma altura que, pelo que sabemos, era segura", disse Storani.

O modelo do helicóptero era um Esquilo AS 350 B3 e, durante a operação, a aeronave estava a cerca de dois mil pés de altura, tendo como piloto o Capitão Willian Schorcht e como co-piloto o Major Rogerio Melo.

O modelo de aeronave usado na operação não era blindado e costuma ser usado como plataforma de observação realizando o imageamento de áreas sobrevoadas. A manutenção era realizada regularmente, assim como ocorre com os demais equipamentos do Grupamento Aeromóvel (GAM).
Após a queda, os destroços do helicóptero foram retirados do local do acidente na madrugada deste domingo (20), por volta de 3h.

O Major Rogerio Melo e o Capitão Willian Schorcht trabalhavam no GAM desde junho de 2011. Os dois oficiais fizeram o Curso de Piloto Policial em maio de 2011 e, em seguida, o Curso de Piloto de Helicóptero, ambos ministrados pela Polícia Militar. O Major Melo acumulava mais de 500 horas de voo e o Capitão Schorcht contava com experiência de voo que ultrapassava 700 horas. O Subtenente Camilo Barbosa e o sargento Rogério Felix cursaram o Curso de Tripulante Operacional (CTO) do GAM. Os quatro foram enterrados neste domingo (20).

Tiroteio no fim de semana

Motoristas que passaram pela Linha Amarela na manhã do sábado (19) ficaram no meio de um intenso tiroteio. A via expressa chegou a ficar fechada por quase meia hora, perto das 10h, no sentido Barra.

A polícia faz, desde a madrugada do domingo (20), uma operação na Cidade de Deus. Foram apreendidos três fuzis e duas pistolas, com um suspeito. Outro homem que estava com um rádiotransmissor também foi preso. Ele e o material apreendido foram encaminhados para a 32ª DP (Taquara). De manhã, outro homem foi preso em flagrante com trouxinhas de maconha na localidade conhecida como Conjunto Itamar Franco e foi encaminhado para a mesma DP.

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