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29/09/2019 10:16

Hospital nega atender paciente picado por escorpião:"O que eu tenho a ver se senhor não tem carro?"

Segundo Secretaria, caso não requeria remoção por ambulância; o homem foi socorrido pela PM

O pintor Sebastião Nicomendes de Oliveira ficou por algumas horas sem atendimento médico, após ser picado por um escorpião. Quando percebeu o ataque, ele procurou atendimento na unidade mais perto da casa dele, o Hospital do Servidor Público Municipal, na Zona Sul de São Paulo.

De acordo com o G1, após esperar por mais de uma hora, Oliveira foi informado de que o Hospital não poderia atendê-lo e foi orientado a buscar uma unidade especializada no Butantã, na Zona Oeste, a cerca de 14 km de distância. 

O paciente teria dito ao médico que não teria condições de ir já que o metrô estava fechado. Ele pediu a ambulância do hospital, mas foi negado.

Segundo ele, o médico plantonista disse que a ambulância do hospital só poderia ser usada em caso de urgência e emergência e disse que ele deveria chamar o Samu. Oliveira diz ter percebido que o médico estava nervoso e por isso resolveu gravar a conversa.

No vídeo, feito com um celular, não é possível ver o médico, apenas ouvir o que é dito. O paciente pergunta: “Como é que eu vou chegar no Butantã? Que eu tô com veneno no corpo como é que eu vou chegar no Butantã?”.

O médico responde: “O que eu tenho a ver com o problema social do senhor não ter um carro?”.

Oliveira conta que se sentiu humilhado. “Eu estou ferrado, o cara me humilha porque não tenho grana, porque não tenho carro”, comenta.

Socorro

Depois de ter a ajuda no hospital negada, sentindo muita dor, Oliveira foi até um batalhão da Polícia Militar perto do hospital onde foi recebido e socorrido imediatamente.

Oliveira foi encaminhado ao Butantã e depois ao Hospital Vital Brasil, que é referência no tratamento de picadas venenosas.

Sebastião Nicomendes de Oliveira está fora de perigo e já voltou ao trabalho.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o clínico geral que estava de plantão verificou que o paciente estava estável e que o local da picada não apresentava sinais de inflamação ou infecção, por isso não foi necessário acionar a remoção por ambulância. A Superintendência do Hospital do Servidor Público Municipal diz que vai apurar a postura dos profissionais e reorienta-los quanto aos procedimentos de atendimento. 

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