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quarta, 30 de setembro de 2020
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IMPOPULAR: campo-grandenses desdenham de projeto de Bolsonaro para trocar cédulas de R$ 50 e R$ 100

Mudança nas notas de real estão nos planos do governo, confirmou o presidente; e você, o que você acha?

07 junho 2019 - 17h00Por Amanda Amaral

Parece que a ideia de mudança no jeito como hoje conhecemos as cédulas de R$ 50 e R$ 100, confirmada como intenção do governo federal pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), deixou a população sem entender a necessidade da medida. Nas ruas de Campo Grande, o TopMídiaNews só encontrou pessoas que não concordam com a proposta.

O publicitário Nerton Bueno, 65 anos, disse que o gasto de tempo e dinheiro na troca das notas da onça e peixe estampados não deveria ser prioridade no Brasil. “Acho negativo, nossa moeda precisa de estabilidade. Podia valorizar outras coisas, educação por exemplo, já é um erro ele cortar 30%, porque tem que fiscalizar melhor e não culpar a população. Como já dizia a música ‘vida de gado, povo marcado, povo feliz’, os políticos deviam lembrar disso e investir em coisas sérias”, opina. 

'Podia valorizar outras coisas', opina publicitário. (Foto: Wesley Ortiz)

As razões para a intenção de mudança não foram ainda explicadas pelo governo federal, e a auxiliar de serviços gerais Lucilei de Oliveira, 32 anos, também não entendeu o porquê. "A gente já acostumou a usar esse dinheiro, vai ter que ensinar todo mundo de novo para quê? Não tem necessidade, nem imagino como deveria ser o dinheiro se trocar também. Podia melhorar educação, saúde e segurança do povo, isso sim”.

Estudante compara proposta à outra polêmica de Bolsonaro. (Foto: Wesley Ortiz)

O estudante João Mateus, de 22 anos, também não concorda e compara com outra medida polêmica sugerida por Bolsonaro. “Poderia ficar do jeito que está, nunca pensei sobre isso. Acho que não deveria mudar, como não deveria mudar a cadeirinha no carro para crianças, se é uma coisa que é importante. Acho estranho ele querer mudar isso”, diz.

Para o vendedor Arnaldo Gonçalves, 64 anos, mesmo que a ideia seja tornar a circulação do dinheiro mais segura, a substituição é ‘perda de tempo’. Ele afirma que recebe quase todos os dias notas falsas, mas garante conseguir reconhecer quando vê uma.

“Tenho tudo contra essa ideia, nem dólar e euro tem 100% de garantias contra falsários. Quem quer fazer golpe, faz. A população é que vai pagar essa conta de mudar todo o dinheiro, olha o nosso vizinho Paraguai, nunca mudou”, avalia.  

Vendedor não acha que medida irá trazer segurança. (Foto: Wesley Ortiz)

Mudança

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, em entrevista ao Programa do Ratinho, no SBT, que existe a possibilidade de o governo trocar as cédulas de R$ 50 e R$ 100 para que o dinheiro seja colocado em circulação. Segundo ele, a proposta existe, mas depende do aval da economia para saber se é viável.

“Chegou ao nosso conhecimento mudar as notas de R$ 100 e R$ 50 no prazo de um ano. Daí quem tem dinheiro guardado por aí vai ter de se virar. Vai no mercado, bota para rodar esse recurso”, afirmou. O presidente não explicou, no entanto, qual seria o argumento para justificar a troca.

Em maio, conforme noticiado pelo jornal O Globo, circulou pelas redes sociais a informação de que Bolsonaro teria determinado a mudança nas cores das notas de real até o fim de 2019 para punir criminosos que lavam dinheiro. A mensagem que circulou nas redes sociais, no entanto, foi desmentida pelo Palácio do Planalto .

O Ministério da Economia esclareceu, à época, que é a diretoria de Administração do Banco Central (BC) quem propõe ao Conselho Monetário Nacional (CMN) eventuais alterações nas características das cédulas e moedas em circulação no Brasil. Mas, segundo o Ministério da Economia afirmou na ocasião, não havia nenhum pedido do BC neste sentido.

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