Acaba de ser confirmada a morte cerebral do músico e jornalista Lizoel Costa, de 58 anos, conhecido no meio cultural, principalmente no âmbito dos músicos e de jornalistas. Ele sofreu um aneurisma e estava em coma desde a tarde de ontem (6). Os amigos mais próximos chamavam Lizoel pelo apelido carinhoso de Lili.
Conforme a irmã, Nádia Costa, o jornalista teve sangramento no nariz e começou a passar mal logo depois do almoço. “Ele já saiu de casa ontem inconsciente. E o aneurisma foi em uma área nobre do cérebro. Agora à tarde os médicos me confirmaram a morte cerebral", disse Nádia.
Para a jornalista e amiga de Lizoel, Miska Tomé, a cultura sul-mato-grossense sai perdendo. "Com certeza vai fazer muita falta o brilhante amigo Lili, parceiro de músicas, na rádio FM 104, mas tenho certeza que vai encontrar um lugar bem legal pra continuar com sua genialidade", disse Miska.
O radialista e professor universitário, Clayton Sales, disse que é uma perda lastimável e lembrou de grandes momentos de Lizoel. "Ele foi um dos fundadores da 104 FM Rádio MS Fertel e primeiro gerente da rádio, há quase 20 anos. Foi a pessoa que me levou, ainda estudante de Jornalismo da UFMS em 1994, para estagiar na então nova emissora, junto com Alexandre Maciel e Jaime Rodrigues, meus colegas de turma na época. Uma pessoa de humor formidável, de coração enorme e de talentos jornalístico e musical inquestionáveis", disse Clayton.
Pela rede social Facebook, Nádia comunicou os amigos com um post emocionado. Confira:

História
Lizoel ficou conhecido na década de 80 como integrante do grupo paulista Língua de Trapo, formado por estudantes de Jornalismo. A banda misturava rock e samba, abusando do bom humor e da crítica. Nascido em Campo Grande, Lizoel não parava quieto com moradia fixa.
Em 95 ele retornou ao Mato Grosso do Sul e criou na Rádio Educativa o programa “Na Cadeira do DJ”, que recebia personalidades para entrevistas e elas escolhiam as canções a serem tocadas.
Em 2007, Lizoel se mudou para Brasília, onde trabalhou como repórter do Jornal do Brasil. Dois anos depois teve uma doença cardíaca, foi submetido à cirurgia e ao se restabelecer voltou a Campo Grande, onde está desde o ano passado.








