Carlos Alexandre de Souza, de 26 anos, conhecido como Buguinho, morreu na madrugada de hoje (11), após participar do Projeto Jaboque e fugir da Clinica de Reabilitação, localizada na Chácara das Mansões, no KM 459, da BR-163, na saída para São Paulo, em Campo Grande
Por volta das 4h20 da madrugada, a Polícia Civil foi acionada para ir até o local. Os militares constataram que a vítima foi encontrada em decúbito dorsal (barriga para cima), na mata localizada a cerca de 30 metros de onde ele estava alojado.
De acordo com o registro policial, por volta das 23h30, o jovem teria tido uma espécie de ataque, ficando nervoso e fora de si. Ele se acalmou logo depois, e resolveu dormir. Mas, por volta das 2h10 da madrugada, Buguinho começou a ficar com a respiração ofegante e saiu do alojamento.
Um dos monitores do Projeto Jaboque, Caio Cesar de Souza Gomes, de 22 anos, contou que chamou Carlos Alexandre para retornar ao alojamento, mas ele teria se recusado. "Chamei Buguinho várias vezes. Na primeira, ele respondeu. Depois ele não me deu atenção. Então resolvi entrar no mato atrás dele, com uma lanterna. Já o encontrei morto, cerca de 15 minutos depois que ele saiu do alojamento”, contou.
Em seguida, o jovem voltou correndo para o alojamento e pediu socorro. Os funcionários acionaram as equipes de resgate e a polícia para constatar o fato. O coordenador do Projeto, Marcelou Luiz Barreto, explicou que Buguinho ingeria grande quantidade de bebida alcóolica, cerca de "25 korotes" por dia e estava internado desde o dia 09 de julho, porque foi encontrado como mendigo na rua.
“Como fazia pouco tempo de internação, ele estava tocando mais pandeiro do que o chiquinho da Vai-Vai (tremendo). Mas ele já tinha passado por uma grande mudança na sua aparência”, tentando amenizar a situação.
A perícia técnica informou que não há vestígios de violência contra a vítima. O corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina Odontologica Legal) para análise. O caso foi registrado como morte a esclarecer na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga.
“A princípio, se trata de uma crise de abstinência. Não tinham sinais de violência contra o jovem”, destacou o delegado plantonista da Depac, Alberto Luiz Carneiro da Cunha de Miranda, revelando que o jovem tinha várias passagens por furto, roubo e tráfico de drogas.
Projeto
O Projeto Jaboque ajuda dependentes químicos e alcoólatras que querem vencer os vícios. Como não recebe ajuda do governo, sobrevive com a ajuda de voluntários e da venda de artesanato produzido pelos mais de 30 homens que são assistidos e moram no local.







