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24/07/2015 17:32

Lixo e marginais causam problemas para moradores do Jardim Panamá

Os moradores  do bairro Jardim Panamá reclamam que no final da rua Itamirim  está se transformando em lixão a céu aberto e esconderijo para os marginais .  Emidio Randreatos, 80 anos, está incomodado com o cheiro dos animais mortos e ateia fogo no lixo para amenizar o mau cheiro.  Já queimei mais de 10 animais mortos. Devido o cheiro ruim. O vento bate e leva pra nossa casa. Eu faço caminhada por aqui e fico cuidando. Quando vejo alguma carrocinha jogando lixos eu não brigo. Mas tento conversar. Eles nem liga. E resto de material de construção”.

 Foto: Deivid Correia

O local era uma fazenda e virou um lixão. Foto: Deivid Correia. 

 

Há três anos o local era uma fazenda com cerca de arame farpado.  Claudia Ono, 37 anos, alega que o lixão não existia pelo fato do proprietário cuidar dos bois e vacas e não deixava ninguém entrar. “Era tudo cercado. Era um sossego. E não sei o que ocorreu a fazenda acabou e abriram as ruas. Tem até asfalto mas é um lixão. Que não serve para nada. Lá tem de tudo sofá, vaso sanitário, galhos de árvores. De vez em quando limpam e no outro dia começa tudo novamente. Lá não tem mais rua e só lixo”.

 Foto: Deivid Correia

Emidio cuida do local e ateia fogo nos animais mortos para coibir o cheiro forte. Foto: Deivid Correia

O local não tem iluminação pública e serve de esconderijo para os vândalos. “ Esse bairro já foi bom.  Está ficando perigoso depois que abriram essa rua. Começamos a ter dor de cabeça. Teve casa aqui nessa rua que já foi invadida duas vezes. Passa cada homem encarando os moradores. E vem daquele rumo. Aquilo só serve pra malandro se esconder”, cita o contador, Carlos Gomes.

As pessoas limpam o quintal e jogam  restos de construções e galhos de árvores no local. “ Alguém tem que fazer alguma coisa. Isso aqui não pode ficar assim. E moradores daqui do bairro que estão arrumando a casa e distribui tudo aqui. Não tem coragem de pagar uma caçamba e suja o próprio bairro.  Tem outros que trabalham com fretes de lixo e também descobriu essa rua”, cita Antonio Pedrosa.

Foto: Deivid Correia

Na rua tem entulho, vidros e garrafas quebradas e animais mortos. Foto: Deivid Correia. 

 

No lixão é possível encontrar colchões, caixas d’água, televisores antigos e restos de materiais de construção. Muitos desses itens se tornaram espaço para criadouros do mosquito da dengue, por acumular água parada.

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