Os moradores do bairro Jardim Panamá reclamam que no final da rua Itamirim está se transformando em lixão a céu aberto e esconderijo para os marginais . Emidio Randreatos, 80 anos, está incomodado com o cheiro dos animais mortos e ateia fogo no lixo para amenizar o mau cheiro. Já queimei mais de 10 animais mortos. Devido o cheiro ruim. O vento bate e leva pra nossa casa. Eu faço caminhada por aqui e fico cuidando. Quando vejo alguma carrocinha jogando lixos eu não brigo. Mas tento conversar. Eles nem liga. E resto de material de construção”.

O local era uma fazenda e virou um lixão. Foto: Deivid Correia.
Há três anos o local era uma fazenda com cerca de arame farpado. Claudia Ono, 37 anos, alega que o lixão não existia pelo fato do proprietário cuidar dos bois e vacas e não deixava ninguém entrar. “Era tudo cercado. Era um sossego. E não sei o que ocorreu a fazenda acabou e abriram as ruas. Tem até asfalto mas é um lixão. Que não serve para nada. Lá tem de tudo sofá, vaso sanitário, galhos de árvores. De vez em quando limpam e no outro dia começa tudo novamente. Lá não tem mais rua e só lixo”.

Emidio cuida do local e ateia fogo nos animais mortos para coibir o cheiro forte. Foto: Deivid Correia
O local não tem iluminação pública e serve de esconderijo para os vândalos. “ Esse bairro já foi bom. Está ficando perigoso depois que abriram essa rua. Começamos a ter dor de cabeça. Teve casa aqui nessa rua que já foi invadida duas vezes. Passa cada homem encarando os moradores. E vem daquele rumo. Aquilo só serve pra malandro se esconder”, cita o contador, Carlos Gomes.
As pessoas limpam o quintal e jogam restos de construções e galhos de árvores no local. “ Alguém tem que fazer alguma coisa. Isso aqui não pode ficar assim. E moradores daqui do bairro que estão arrumando a casa e distribui tudo aqui. Não tem coragem de pagar uma caçamba e suja o próprio bairro. Tem outros que trabalham com fretes de lixo e também descobriu essa rua”, cita Antonio Pedrosa.

Na rua tem entulho, vidros e garrafas quebradas e animais mortos. Foto: Deivid Correia.
No lixão é possível encontrar colchões, caixas d’água, televisores antigos e restos de materiais de construção. Muitos desses itens se tornaram espaço para criadouros do mosquito da dengue, por acumular água parada.






