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Geral

Longe das drogas, ex-integrante do grupo Twister faz marmitas para vender

O artista tira três dias da semana para preparar os congelados

23 março 2021 - 11h43Por Dany Nascimento

O ex-integrante do Twister, Sander Mecca, resolveu apostar na culinária para se expressar artisticamente durante a pandemia da Covid-19, que paralisou a maior parte das atividades culturais no Brasil. 

Ele afirma que há pouco mais de um mês tem cozinhado marmitas, que além de serem um meio dele praticar sua criatividade, tem ajudado no orçamento da casa.

De acordo com o G1, a venda do livro também salvou Sander financeiramente. 

“Durante boa parte da pandemia a venda do meu livro Inferno Amarelo me salvou financeiramente. Vendi todos os livros físicos e comecei a vender também em PDF. Nunca vendi tanto livro. Mas quando os livros acabaram a pandemia só estava piorando. Eu estava com vários projetos artísticos pausados. Esses tempos, fiz um almoço e todo mundo comeu de lamber os dedos. Sempre amei cozinhar e as pessoas sempre gostaram muito da minha comida. Pensei: ‘Vou vender comida congelada’. Comecei há pouco mais de um mês a Mecca Gourmet. Eu mesmo quem preparo os pratos. Faço tudo sozinho e com muita dedicação. Ainda mexo com a contabilidade, planilhas etc. Só não faço delivery, apesar de já ter recebido propostas de clientes falando que me pagava até mais se eu fosse entregar também”, conta.

São quatro opções, entre elas uma vegetariana e o carro-chefe: filé de tilápia marinado ao molho de maracujá, coberto por lascas de amêndoas e pimenta biquinho, acompanhado de arroz com açafrão. 

O artista tira três dias da semana para preparar os congelados.

“Está crescendo o negócio. Ainda estou no empate entre investimento e lucro. Mas já consegui até investir em um freezer industrial. Estou muito feliz porque além de ser uma coisa que eu amo, eu me sinto um artista quando estou cozinhando.”

Quando não está cozinhando, o músico dedica-se a escrever seu segundo livro, uma adaptação de um manuscrito que escreveu como exercício durante sua internação em uma clínica de reabilitação para o vício em drogas, em 2019. 

Sander, que no primeiro livro contou a experiência de ter ficado preso por dois anos após ser apreendido com uma grande quantidade de substâncias ilícitas em um a festa em 2003, agora pretende detalhar sua batalha para se manter distante das drogas e do álcool.