Em novembro deste ano, Leonardo José Farias, de oito anos, precisa viajar para São Paulo. Ele precisa fazer uma cirurgia nos dois joelhos, na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). O pequeno cadeirante pode dar seus primeiros passos depois do procedimento cirúrgico de risco.
Com cirurgia marcada, a mãe começa mais uma de muitas maratonas, para viabilizar tratamento para o filho. Sem condições de manter translado, fraldas e pouso, Grazianny Farias de Rezende inicia uma campanha para fazer um almoço beneficente, no dia 24 de agosto, na Associação de Bairros Guaicurus, na Rua Elesbão Murtinho, 694. Com o recurso obtido com o evento, ela acredita que pode custear algumas despesas nos dois meses que precisa ficar em São Paulo acompanhando o filho.
Leonardo não anda desde que nasceu. Já fez vários procedimentos cirúrgicos e no último feito em Campo Grande ocorreu um erro que precisa ser corrigido. De acordo com a mãe, a última cirurgia foi para alongar tendões, mas o excesso agora impede que o menino feche as pernas. A cirurgia em São Paulo é para corrigir o erro e implantar dois aparelhos nos joelhos da criança.
Por aproximadamente três meses, Leonardo e a mãe ficarão em São Paulo para reabilitação dele. É aí que pode surgir a primeira oportunidade da criança começar a andar. ‘Ele pode voltar de lá dando os primeiros passos de sua vida, mas como é cirurgia de risco pode ocorrer rejeição’, explica Grazianny.
Para fazer o evento, que também terá animação musical e brincadeiras, ela precisa dos ingredientes para o arroz carreteiro. Voluntários que queiram ajudar no dia para preparo e artistas que possam doar seu talento com apresentações também são bem vindos. Além disso, Grazianny está organizando um bingo, mas para isto precisa de prêmios. ‘Não temos nada ainda, além da fé de que tudo vai dar certo’, diz a mãe esperançosa.
Leonardo estuda numa escola municipal regular, no bairro Campina Verde, que fica na região do Itamaracá. Ele foi vítima de paralisia cerebral. A mãe estava grávida de um casal, mas a menina morreu aos quatro meses de gestação. O médico que acompanha Grazianny entendeu que era melhor manter as duas crianças no ventre. Por conta disso, Leonardo contraiu uma bactéria no cérebro. Apesar de limitações hoje, ele sonha andar. O segundo sonho é ser bombeiro. “Ele diz que quer salvar vidas’, conta a mãe.
Serviço
Colaboradores com a ação em prol do Leonardo podem ligar para a mãe, Grazianny: 9280-3849. O convite individual vai custar R$ 10,00. Até dez anos de idade não será cobrado.







