Menu
quarta, 21 de outubro de 2020
Geral

Maia informa que cronograma para indenização de áreas invadidas já foi definido

Conflitos indígenas

26 novembro 2013 - 15h45Por Aline Oliveira

Na sessão ordinária desta terça-feira (26), o presidente da Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia foi convidado a relatar como está o andamento dos conflitos indígenas no Estado e sobre quais as expectativas dos produtores rurais.


Maia lembrou que há três anos quando começaram as primeiras invasões foram encontrados indícios concretos de uma articulação do movimento indígena, desde o planejamento das áreas até as armas utilizadas. "Existe uma espécie de livro contábil que está em poder da Polícia Federal e que dá detalhes estrategistas. Tudo articulado para movimentar invasões desses que se dizem do movimento indígena", afirmou.


De acordo com o representante da Acrissul ninguém pode dizer que o grupo de produtores que tiveram a área invadida não buscou resolver a situação de forma pacífica. "Participamos de cinco reuniões no Ministério da Agricultura, alertamos a ministra Gleise que o assunto esta chegando a um nível crítico e logo depois, aconteceu o episódio da morte do índio terena".


Na ocasião, Maia divulgou informações atualizadas sobre as reuniões, informando que já existe um cronograma firmado entre governo federal e os grupos de produtores e indígenas sobre como serão feitas as indenizações. "Foi feito um calendário que dá prioridade de atendimento a fazenda Buriti, Guaranis e Antonio João com prazos definidos. A data acordada para definir a execução do trabalho é 30 de novembro, e queremos alertar que algumas lideranças do movimento indígena estão dando ordens para acelerar as invasões e isso nós não iremos mais aceitar" declarou.


O produtor rural falou ainda sobre encontro com Lula, na ocasião em que o ex-presidente da república visitou a Capital. "O próprio Lula afirmou que esta situação não é boa para ninguém, que é preciso ser resolvida o mais rápido possível", informou.


Para finalizar o discurso, Maia reforçou que o segmento da agropecuária é o mais competente do Brasil, que tem apresentado mais lucratividade interna e nas exportações e que merece ser tratado com mais respeito. "Será que mesmo sendo o setor que mais se desenvolve no país, ainda seremos tratados com pouco caso e desrespeito", indagou.


Opinião dos vereadores - O vereador Zeca do PT se posicionou contrário ao movimento dos produtores rurais, alegando que violência não pode ser combatida com mais violência. "Se os indígenas estão agindo da forma que o senhor declarou não se pode retribuir da mesma forma. Se cada lado optar pela milícia armada aonde iremos parar?" questionou.


Já, o vereador Carlão (PSB) foi da opinião que a ação do governo estadual e federal deve ser mais firme, para impedir que aconteçam mais invasões. "O que temos visto é uma inversão de ações e quem tem agido com violência e desrespeito são os indígenas. Queremos saber quem os está ajudando, fornecendo armas e condições para estas invasões. Tem muita demagogia nesta história e precisa ser resolvida o quanto antes".


Segundo o vereador Paulo Pedra (PDT), a situação atual é decorrente do governo Fernando Henrique Cardoso, quando por meio da primeira-dama, Ruth Cardoso, os olhos das organizações não-governamentais se voltaram para o Brasil. "O que vemos hoje é a aculturação dos índios que não querem mais permanecer na área rural e sim vir para as aldeias urbanas e participar da comunidade como todo cidadão. Agora o que não podemos permitir é a manipulação deste povo, por Ongs internacionais que financiam os conflitos. Para os grupos de outros continentes é interessante promover estas ações a fim de impedir o crescimento da produção agropecuária nacional", alertou.


A vereadora Juliana Zorzo (PSC) que convidou o representante da Acrissul reforçou que a definição do problema está nas mãos do governo federal. "O governo precisa impedir este confronto, para que não cresça ainda mais. Estamos à beira de uma gerra civil, então chega de conversa mole, vamos partir para ação", frisou.

Leia Também

Filha comemora aniversário com foto em tamanho real do pai, morto há um ano
Geral
Filha comemora aniversário com foto em tamanho real do pai, morto há um ano
VÍDEO: menino de 2 anos tem pescoço amarrado com coleira por tio-avô em Chapadão do Sul
Foi preso
VÍDEO: menino de 2 anos tem pescoço amarrado com coleira por tio-avô em Chapadão do Sul
No horário eleitoral noturno, candidatos falam de infraestrutura e educação infantil
Cidade Morena
No horário eleitoral noturno, candidatos falam de infraestrutura e educação infantil
Brasil tem 661 mortes por covid em 24h e total se aproxima de 155 mil
Geral
Brasil tem 661 mortes por covid em 24h e total se aproxima de 155 mil