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Revogar Novo Acordo Ortográfico é tiro no pé para maioria dos campo-grandenses

Para os entrevistados, revogar a lei terá alto custo financeiro e vai atrapalhar a vida de estudantes

22 setembro 2019 - 13h30Por Rayani Santa Cruz

A possível revogação do Novo Acordo Ortográfico vem dando o que falar entre os campo-grandenses, mas a maioria é contra e o argumento é praticamente igual: por que voltar atrás de já mudou?

A escritora Jade Oliveira, 27 anos, disse que é totalmente contra e, entre os motivos, está o investimento feito pelo MEC nos livros e demais produtos.

“Sou contra, uma vez que a reforma não deveria nem ter acontecido no Brasil, já que um dos pontos era aproximar e padronizar a grafia entre os países de Língua Portuguesa. Isso não aconteceu na prática e fez o Brasil perder um pouco de sua identidade, sendo obrigado a se padronizar. Porém, já foram investidos altos custos financeiros em reimpressão de livros, dicionários e demais materiais, por que então voltar atrás agora?”, questionou.

Prejudicar o aprendizado

A dona de casa Rubia Sena, 39 anos, afirmou à reportagem que, mesmo entendendo pouco do assunto, poderia prejudicar os filhos. “Eu tenho três filhos na escola, eles já aprenderam desse jeito, e se voltar vai embananar a cabeça deles”, diz.

O servidor público Fabiano Ferreira, 35 anos, também é contra a revogação devido à dificuldade que teve para fixar a nova regra e estar participando de diversos concursos. “Veja bem, estou fazendo faculdade e participei das últimas provas do Enem e alguns concursos em que [as novas regras] foram cobradas. Já foi muito difícil reaprender e agora querem trocar novamente? Isso é uma palhaçada desse governo”, afirmou. 

Ainda existem dúvidas

O Novo Acordo está em vigor no Brasil desde 2009, mas parte da população ainda tem dúvidas ou não aprendeu corretamente as novas regras.

A esteticista Marcia Oliveira Assis, 32 anos, afirmou que até hoje não aprendeu as novas regras e que, para ela, não faz diferença se muda ou não. “Olha, no meu caso, não influencia em nada porque nem sei o que mudou direito. Se retornasse ao que era talvez seria até melhor, que a gente não teria dúvida de acentuação ou hífen”, explicou.

O estudante Erick Pacheco, 18 anos, pontuou que tem palavras que ainda pesquisa na internet para ter certeza. “Acho que não deve mudar mais. A gente já tem muita dificuldade, ia complicar pro estudante. Eu mesmo, vira e mexe, tenho que dar um google para pesquisar e ter certeza se caiu o acento ou não”.