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Maternidade abre investigação após gato ser flagrado ao lado de prematuro

Maternidade passa por uma interdição após aumento da mortalidade neonatal e de mães por infecção hospitalar

21 MAR 2019
Tribuna Online
12h50min
Foto: Reprodução/Facebook

Após uma foto em que um gato aparece ao lado de um bebê prematuro viralizar nas redes sociais, a Maternidade Dona Evangelina Rosa, na Zona Sul de Teresina (PI), afirma que abriu investigação para apurar a veracidade da imagem.

A maternidade comunicou que desconhece o local em que foi tirada a foto e que já ocorre uma investigação através de imagens de câmeras de videmonitoramento, para comprovar o fato. Em entrevista ao G1, um funcionário do local, que não quis se identificar, confirmou que o caso realmente aconteceu, na madrugada dessa segunda-feira (18), na sala em que recém-nascidos aguardam vaga na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin).

De acordo com o G1, a Dona Evangelina Rosa é a maior maternidade pública do Piauí e passa por uma interdição, desde novembro de 2018, após aumento da mortalidade neonatal e de mães por infecção hospitalar. Ainda de acordo com o jornal, isso fez com que os médicos deixassem de atender casos de baixa e média complexidade e passassem a atender apenas casos de alta complexidade.

Confira a nota enviada pela maternidade:

Sobre a denúncia de um gato ao lado de um bebê prematuro, supostamente na Maternidade dona Evangelina Rosa ( MDER), a Instituição esclarece que desconhece esse espaço na Unidade Hospitalar, mesmo assim, pelo nosso compromisso com a transparência e em respeito a outros meios de comunicação que tiveram acesso às imagens, estamos realizando uma investigação através das câmeras de segurança da Casa. Também foi solicitada um perícia para revelar se trata-se de uma montagem.

Como todas as crianças aqui internadas são de responsabilidade da Evangelina Rosa, lembramos, ainda, que segundo o Estatuto da Criança de do Adolescente (ECA) – é crime publicar imagens de crianças e adolescentes, mais grave ainda em situação delicada de um bebê prematuro, que inspira cuidados, internado em uma Unidade Hospitalar.

Outro fato , não menos grave, é a utilização de aparelhos de celular ou câmeras fotográficas dentro das instalações da Maternidade onde se manuseiam pacientes. Pesquisas revelam que telefones carregam 10 vezes mais bactérias do que a maioria dos assentos de banheiro. Um outro estudo encontrou mais de 17 mil genes bacterianos em telefones .Se uma pessoa estiver com alguma doença infecciosa, como uma gripe ou um resfriado, e tossir na mão antes de mexer no celular ou tocar no telefone de um colega, o vírus pode se espalhar rapidamente, contaminando diversos indivíduos, fato que a diretoria da Maternidade tem demonstrado preocupação, no sentido de preservar a saúde dos bebês.

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