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08/02/2017 10:31

De MS, médica nega compartilhamento de informações de mulher de Lula e quer emprego de volta

Gabriela Munhoz diz que não enviou dados sigilosos no grupo de whatsaap dos colegas de faculdade

Após ser demitida do Hospital Sírio Libanês, acusada de compartilhar detalhes do estado de saúde da ex-primeira dama Marisa Letícia em um grupo de whatsapp, a médica reumatologista Gabriela Munhoz, 31, pretende acionar a justiça para tentar reverter a destituição do cargo. De acordo com o site Folha Uol, o pai de Gabriela, o médico Mário Munhoz disse que não existem dados que comprovam que a filha tenha compartilhado informações sobre a esposa do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nenhum dado que ela confirmou no WhatsApp foi oriundo do hospital. A única besteira foi dizer que ela estava lá. Ela não teve acesso a nada. O Sírio é muito criterioso com o acesso aos prontuários –tem senha e tudo. Ela sequer teve contato visual com Marisa", afirmou o médico.

 Gabriela teria enviado mensagens no grupo MED IX", formado por colegas da faculdade de medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, onde se formou em 2009. Nas mensagens, iniciadas logo após a internação de Marisa no Sírio, no último dia 24, Gabriela conta aos colegas que a ex-primeira dama estava internada no hospital após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico de grau de nível 4 na escala Fisher (um dos mais graves) e que ela seria levada para a UTI.

As mensagens da médica se espalharam por outros grupos e  horas depois, o hospital emitiu um boletim médico, alegando que a esposa de Lula estava com hemorragia cerebral por ruptura de um aneurisma, mas não deu detalhes técnicos a respeito da gravidade do diagnóstico.

A médica garante que não teve acesso ao prontuário da mulher de Lula, mas "apenas" se pronunciou sobre dados que já haviam sido divulgados na imprensa. Ela admite que cometeu um "equívoco" ao confirmar no WhatsApp, mas que isso não pode ser interpretado como quebra de sigilo médico.

Conforme o Código de Ética Médica, é vedado ao médico "permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade". Também não é permitido "liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa." No cenário de doentes "notáveis", a informação para o público deve ocorrer por meio de boletim médico autorizado pelo paciente ou responsável.

A família de Gabriela tenta comprovar a inocência dela na Justiça, com objetivo de  anular a demissão que consideram "sumária e inadequada. "Nós vamos de uma maneira ou de outra tentar reparar o dano que ela está sofrendo. Nós queremos primeiro comprovar que ela não quebrou nenhum sigilo nem o juramento de Hipócrates. Precisam ir atrás de quem passou a tomografia. Aí sim está a quebra da ética. Agora, confirmar num chat de médicos que aquela tomografia era um Fisher 4. Isso é uma leitura de um exame radiológico. Não é nem dado clínico nem radiológico. Qualquer médico com um mínimo de conhecimento sabe disso", completou Munhoz.

Se conseguirem reverter a demissão, a família estuda entrar com uma ação por danos morais contra o Hospital Sírio ­Libanês.  

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