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Menino chacinado em Campinas disse a professora que mataria o pai quando crescesse

Informações são de professora

2 JAN 2017
Uol
08h42min
Foto: Uol

O menino João Victor Filier de Araújo, 8, assassinado pelo pai, Sidnei Ramos de Araújo, com outras 11 pessoas em uma festa de Réveillon em Campinas (SP), dizia não gostar dele e que o mataria quando crescesse, segundo o relato de uma professora da escola onde ele estudava.

De acordo com Tatiana Ferreira, que foi professora de João Victor quando ele estava no primeiro ano, em 2015, a escola Vivendo e Aprendendo soube da acusação de que o pai havia abusado do garoto.

Segundo ela, havia a orientação de que somente a mãe, detentora da guarda, poderia buscá-lo na escola.

Tatiana revelou que, em uma conversa por ocasião do Dia dos Pais, João Victor disse que não comemorava a data. "Ele disse que ele não gostava do pai e que, quando crescesse, queria matar o pai", afirmou a professora.

Ela era uma entre os muitos amigos e parentes que estiveram no velório das 12 vítimas neste domingo (1º), no Cemitério da Saudade. "Todo dia ele vinha me dar um oi. Ele era extremamente amoroso", diz Ferreira. A educadora afirmou ainda que João Victor era bom aluno e estava sempre com a lição de casa feita.

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