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18/06/2014 11:00

Mesmo após mortes, Sesau descarta possibilidade de surto de meningite

Campo Grande

Com a confirmação de ter meningite viral e após 13 dias de alta médica, Maria Juventina, 59 anos, faleceu na manhã desta terça-feira (17), no Bairro Tarumã, em Campo Grande. Ela ficou internada em uma unidade de saúde e depois foi transferida para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) onde o diagnóstico foi concluído, depois que passou por tratamento acabou sendo liberada e morreu em casa. Para complicar, há sete dias, um adolescente de 15 anos morreu no Hospital Universitário (HU) com meningite bacteriana, o que preocupa ainda mais a população, que já cogita a hipótese de surto na Capital.


Os familiares contaram que Maria começou a passar mal no dia 18 de maio. A princípio, ela foi diagnosticada com dengue, chegando até a ficar alguns dias internada na unidade de saúde do Coophavila II. Mas, diante da piora do seu estado clínico, os familiares conseguiram uma vaga no HRMS, onde ela permaneceu internada por mais 15 dias. No Hospital Regional, foram feitos exames que resultaram em positivo para meningite viral. Ao ser tratada, a paciente começou a melhorar, com isso ela teve liberação médica no dia 4 de junho e faleceu ontem (17).


“Esse óbito recente é considerado apenas suspeita de meningite viral, porque a paciente passou por tratamento, teve melhora e óbito. Não há como ter confirmação da causa da morte ser meningite. Não sabemos, pode ser outra complicação, porque ela é hipertensa, tabagista de longa data”, explicou Andyane Tetila, médica infectologista e coordenadora da vigilância epidemiológica da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

A médica enfatizou ainda, que não há como confirmar tecnicamente se o óbito de Maria foi em razão da meningite. “Na verdade, durante a internação no HRMS foi feito o exame para diagnosticar meningite viral, mas não temos confirmação absoluta, trata-se de suspeita. O exame específico não é feito aqui no Estado, porque é mais complexo. Fechamos o caso por exames paralelos. Há outros meios menos específicos que conseguem comprovar a doença, por meio de análise do líquor, por exemplo. Mas a identificação do tipo de vírus que não é possível. Com isso, não há como determinar se ela morreu devido a doença, já que estava bem”, concluiu Andyane Tetila.  


A Sesau informou que mesmo com as recentes mortes, não há possibilidade de epidemia. “Não temos surto da doença, apenas suspeitas. Nós temos somente oito casos confirmados em 2014, entre meningite viral e bacteriana, além de apenas um óbito”, explicou a médica, revelando que a morte em questão é de Enéas Márcio de Moura Medeiros, 15 anos, que faleceu no último dia 11 de junho, no HU.


Parentes contaram que o adolescente morava no Bairro Paulo Coelho Machado, na saída para São Paulo, e estudava na Escola Estadual José Barbosa. As primeiras manchas vermelhas surgiram em seu corpo no dia 10 de junho, quando ele foi encaminhado ao hospital, mas dois dias antes, ele teria começado a passar mal. “Enéas é o único óbito de 2014 com confirmação de meningite bacteriana. A evolução foi muito rápida e grave”, concluiu a médica. 

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