A chuva não impediu a celebração do Domingo de Páscoa no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Capital. Logo cedo, às 7 horas, mais de 400 fiéis compareceram a missa, que é considerada a mais importante do calendário católico.
Segundo a religião, hoje é celebrada a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a “vitória de Cristo sobre a morte”, como explica o Padre Sérgio Campos, redentorista do Santuário. “Para nós esta é a mãe de todas as missas, onde procuramos refletir sobre a ressurreição de Jesus, mas também sobre as nossas ‘ressurreições’ diárias”, afirma.
Ao contrário do comércio - onde os ovos de chocolate entram, a partir de hoje, em promoção de queima de estoque - no catolicismo, as celebrações de páscoa se se estendem até o dia 24 de maio.
Do domingo da Ressurreição, hoje (5), ao de Pentecostes (12), os católicos vivenciam a Oitava Pascoal. Neste período todas preces e reflexões são voltadas para o milagre da ressuscitação de Jesus, de acordo com a religião. “O domingo de páscoa é tão importante para nós, que foi estendido por oito dias, até o próximo domingo. Isso só volta a acontecer no Natal”, explica o vigário.

(Religioso explica significações do domingo de Páscoa / foto: Deivid Correia)
“Se não houvesse a ressurreição, não haveria sentido na nossa fé, não estaríamos aqui”, confirma a aposentada Jovita Kalif, 69 anos. Ela conta que desde o primeiro ano de sua vida, quando foi levada à igreja pelos pais, participa da celebração do Domingo de Páscoa. “Na minha casa, desde sempre, nós cumprimos a celebração total. O terço sempre foi rezado todos os dias até a Pentecostes.”
Para Antônio Maidana, 56, o período é de reflexão. “É o momento que tiramos para questionar algumas coisas muito importantes sobre a nossa própria vida e o que levou a crucificação de Jesus”, diz.
Bento Florencio, 69, diz se alegrar ao ter filhos e netos iniciando suas vidas e seguindo a tradição da família. “A Páscoa é o nosso momento de união, muito mais que no Natal, é na Páscoa que nós estamos mais juntos. ”







