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segunda, 14 de junho de 2021
Geral

Moradores de prédio de BH oram juntos há mais de 400 dias para pedir saúde na pandemia

09 maio 2021 - 18h05Por Vinícius Squinelo

Há mais de 400 dias, moradores de um prédio no Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, realizam um momento de oração para agradecer e pedir saúde em meio à pandemia. De domingo a domingo, às 19h, uma corneta convida todos os cerca de 120 condôminos a acender a luz de suas varandas e a rezar e cantar juntos.

Segundo o G1, que noticiou a iniciativa, a ideia partiu da gastrônoma Maria Terezinha de Melo Silva Vieira, de 62 anos, e da amiga Januza, que decidiram orar pelas pessoas no período de isolamento. A iniciativa foi compartilhada no grupo de WhatsApp do prédio e todos quiseram participar.

Maria Terezinha mora no último dos 15 andares do edifício e é a responsável pela música que abre os encontros. Ela recebe sugestões dos vizinhos e, a cada dia, coloca uma canção para tocar – já teve de Padre Marcelo Rossi a Titãs. A dona da caixa de som mudou de prédio, mas deixou o equipamento de presente para as orações.

Após a cantoria, os moradores rezam um Pai Nosso e uma Ave Maria. "Depois, todo mundo se despede e deseja boa noite, parece cidade do interior", conta Maria Terezinha, que mora há 30 anos no prédio.

"Ninguém aqui teve problema com a Covid. Então, é um jeito de agradecer e pedir pela saúde das famílias", diz.

Moradores de prédios vizinhos também participam das orações, que chamam a atenção até de quem passa pela Rua Bernardo Guimarães.

Segundo ela, a maioria dos moradores são idosos, e alguns deles não saem de casa desde o início da pandemia. Por isso, o momento de fé também é importante para o vínculo entre eles – nos aniversários, todos cantam parabéns.

"Se eu preciso ir ao médico, programo tudo para voltar antes. A gente tem este compromisso", afirma Maria Terezinha

O objetivo é manter as orações até que todos estejam vacinados contra a Covid-19. Mas a tradição já é tanta que os moradores do prédio pensam em manter a oração pelo menos uma vez por mês, mesmo depois da pandemia.