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Mulher espancada pelo namorado perdeu movimento do braço: 'Viva pela graça de Deus'

O caso foi em 28 de agosto e o então casal iria junto para a igreja quando Murilo atacou a namorada

19 setembro 2019 - 14h28Por TNH1

A mulher de 33 anos que foi agredida pelo namorado em Goiânia (GO) no final de agosto perdeu o movimento de um braço. Ela diz que sobreviveu ao espancamento "pela graça de Deus".

Câmeras registraram o momento que a veterinária foi agredida com socos, chutes e teve a cabeça batida no chão pelo namorado, um personal trainer. O crime aconteceu no condomínio onde ela mora. Murilo Morais, o agressor, está preso.

O caso foi em 28 de agosto e o então casal iria junto para a igreja quando Murilo atacou a namorada. Os dois tinham discutido antes por um app de mensagem e ela se preparava para sair quando ele chegou. Ela concordou que ele a acompanhasse para a igreja, mas no caminho ele começou o espancamento. Os dois namoravam há quatro anos.

Hoje, a veterinária passa por sessões de fisioterapia para tentar retomar o controle do braço. "Estou viva pela graça de Deus. Ele batia só na minha cabeça. Foi chute, murro. Tive uma fratura completa no rádio e ulna (ossos do antebraço). Iniciei minha fisioterapia, estou sem movimento do meu braço esquerdo. Tive um corte no supercílio, teve que dar ponto. Graças a Deus, eu não tive nenhuma lesão na cabeça mais grave, mas foi muito violento", contou a vítima, que prefere não ser identificada, ao G1.

Logo depois, Murilo foi preso, mas ficou em silêncio na delegacia. Na terça-feira (17), ele teve pedido de liberdade negado por constituir "perigo à sociedade e à própria vítima". Ele já tinha passagem por ameaça e injúria contra outra mulher.

Agressão

O vídeo mostra a vítima descendo do carro no condomínio. O agressor faz o mesmo e vai atrás dela. Depois de ser abordada, a veterinária se vira e caminha junto com o namorado para o carro dele. No meio do caminho, leva um socoque a derruba.

Ela contou que a agressão veio de maneira inesperada, pois os dois falavam normalmente quando ele se descontrolou. "A gente estava só conversando. Ele realmente teve um ataque. Foi uma coisa repentina, eu não esperava. Eu desci do carro, quando voltei já levei um tapa na cabeça e cai no chão. Depois disso, a única reação que eu tive foi de me proteger com meu braço, e ele não parava de bater", conta.

"Ele parou de me bater quando apareceu o policial civil e pediu para ele me soltar. Enquanto o policial não deu um tiro para cima, ele não parava. Ele falou que queria realmente me matar", explica.

Segundo a vítima, o namorado já tinha apresentado outros momentos agressivos, mas nunca a ponto de bater nela - ele já tinha quebrado o celular e gritado muito com ela. Ela ficou internada alguns dias. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio.