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Geral

Mulher expulsa a chutes de ônibus por estar sem máscara segue internada

Não há detalhe sobre o estado de saúde da vítima

08 maio 2020 - 15h49Por Nathalia Pelzl

Cíntia Santos, 27 anos, a mulher agredida e expulsa a chutes de um ônibus na quarta-feira (6) em Salvador, está internada em um Hospital Eládio Lasserre, em Cajazeiras.

A mãe dela deu entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Bahia. Não há detalhe sobre o estado de saúde da vítima.

"Eu tava em casa, era na base de umas 12h, um amigo meu mandou um amigo dele vir aqui na minha casa mostrar o vídeo", explicou a mãe, que não acompanha a filha no hospital por fazer parte de grupos de risco - ela é cardiopata e hipertensa. A cena bárbara machucou dona Diamantina e também a irmã mais nova de Cíntia, ainda criança. "Ela perguntou 'por que estão fazendo isso com Cíntia?".

Conforme o jornal, o uso da máscara é obrigatório nos coletivos de Salvador desde o dia 23 de abril. Cíntia entrou de máscara, mas em seguida afirmou estar passando mal e tirou a proteção do rosto. Testemunhas contaram que um passageiro discutiu com ela e logo em seguida teve início a agressão.

"Quando eu vi aquele vídeo, para mim ali, meu mundo naquele momento acabou. Perguntei a mim e a Deus, ali dentro daquele ônibus, será que só tinha bicho? Porque o que fizeram com minha filha, ali estava sendo um bocado de bicho. Que entrou um bicho e os outros bicho foram pra matar. Esse rapaz de blusa amarela foi o que agrediu mais a minha filha. Eu lhe entrego na mão de Deus. Agora, queria te perguntar uma coisa: tu tem mãe? Tu tem filhos?", questiona.

A Polícia Militar informou que tomou conhecimento da situação pela imprensa e que enviou uma equipe da 48ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Sussuarana) por volta das 13h30 para averiguar a situação.

"No entanto, após realizar rondas e buscas no local a procura dos envolvidos, ninguém foi encontrado", disse a corporação, por meio de nota.

A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) afirma que a usuária agredida acessou o coletivo usando máscara de proteção respiratória. Entretanto, a pasta informa que a confusão aconteceu após a passageira retirar a proteção para tossir, o que causou pânico nas pessoas que utilizavam o transporte, segundo testemunhas. "O Órgão ressalta que nada justifica a agressão praticada no interior do coletivo", pontuou em nota.