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22/01/2015 10:44

Negociações travam a 13 dias do ano letivo e professores podem iniciar greve

Terceira reunião

Sem acordo para definir o reajuste do piso nacional dos professores da rede estadual, mais uma reunião que deve acontecer na próxima segunda-feira (26), que vai colocar frente a frente a equipe do governador Reinaldo Azambuja e representantes da classe, através da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). Com o começo do ano letivo se aproximando, faltam 13 dias para o início das aulas, nenhuma decisão foi tomada e a possibilidade de greve aumenta a cada dia.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta, uma outra reunião foi marcada para realmente decidir o destino dos professores e discutir o aumento de 25,42%, estabelecido ainda na gestão do peemedebista André Puccinelli.

"Nós estamos em processo, acredito que neste governo, vai sempre existir um diálogo franco e uma construção realmente é demorada. O maior problema são os impactos financeiros, estamos tentando achar um meio termo, mas até o momento ainda não temos nada decidido", afirmou a secretária.

Quando interrogada a respeito de uma suposta greve que os trabalhadores da educação ameaçaram fazer no começo deste ano se acaso o Governo do Estado não entrasse em um acordo com a categoria, a secretária diz que precisa existir uma diálogo de ambas as partes.

"A conversa está aberta, greve só acontece quando se fecha uma comunicação, queremos acreditar que não existirá e que o dialogo vai permanecer, até que a gente entre em um acordo. Possibilidades de aumento existem, vamos estudar todos os lados, mas queremos dados reais , o que demanda um certo tempo", ressalta.

O presidente da Fetems, Roberto Botarelli  diz que os  educadores não vão abrir mão dos direitos conquistados pela categoria.  "Estamos em um processo de conversação com o governo, onde buscamos o cumprimento do que prevê a legislação. Ainda nos apresentam algumas dificuldades para fechar a questão do reajuste e uma nova conversa ficou marcada. A nossa grande luta é onde o professor receba o piso salarial de 20 horas e vamos continuar em busca disso", disse.

Botarelli disse que a categoria gostaria de ver o  balanço da folha de pagamento de janeiro. "Nos passaram a informação que a folha ainda está sendo gerada pelo sistema do governo e esses números ainda não foram apresentados".

Com o começo do ano letivo se aproximando Roberto não descarta a possibilidade de existir uma greve se acaso não existir o acordo. "Temos até o dia 30 deste mês para fechar a negociação, as aulas iniciam no próximo dia quatro na Capital e em algumas outras cidades de Mato Grosso do Sul. Nós mantivemos nosso calendário de atividades  e estamos na expectativa de uma solução para que a gente evite o movimento de greve. O que apresentamos hoje, não foi acatado e esperamos avançar as conversas na próxima segunda-feira", finalizou.

Sobre o Piso

O valor do piso por 20 horas em MS passa a ser de R$ 1.476,69, com a correção de 25,42% prevista na Lei n° 4.464. O professor que tem 40 horas passará a receber R$ 2.953,38. Esses valores são para os professores de formação de ensino médio, aos demais se aplica a carreira prevista em estatuto.

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