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Novo revés aprofunda crise de império de Eike Batista

Crise

30 OUT 2013
BBC Brasil
10h00min

A crise na OGX, empresa de petróleo e gás do empresário Eike Batista, é o mais recente capítulo da crise assola o outrora homem mais rico do Brasil, à luz de perspectivas menos otimistas para o futuro da economia do país.

Em fato relevante anunciado nesta terça-feira, a OGX confirmou que não houve acordo com credores na negociação para o pagamento de suas dívidas, um mês depois de a empresa ter deixado de pagar US$ 45 milhões em juros de seus bônus. O próximo passo deve ser a empresa entrar com um pedido de recuperação judicial.

Outros braços do grupo de Eike, o EBX, também enfrentam problemas. Há temores quanto à saúde financeira da construtora de navios OSX, que seria muito dependende das demandas geradas pelas plataformas offshore da OGX.Em julho, Eike renunciou à presidência e do conselho de administração da MPX (atual Eneva), empresa de energia do conglomerado.

E, na última segunda-feira, a Eneva (que hoje é parcialmente controlada pela empresa alemã E.On) fez acordo com credores do braço da OGX no Maranhão, aumentando sua participação em caso de inadimplência.

Fortuna - A crise tem feito as ações da OGX despencarem, diminuindo seu valor de mercado - algo que tem custado a Eike parte considerável de sua fortuna.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, Batista era, em março de 2012, o oitavo homem mais rico do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 34,5 bilhões (R$ 78 bilhões em valores atuais). Agora, teria uma fração disso: menos de US$ 500 milhões líquidos (R$ 1,1 bilhão), segundo estimativa de agosto também da Bloomberg.

Na esteira da deterioração do cenário macroeconômico brasileiro, a crise de confiança sobre a OGX veio a partir do anúncio de interrupção na produção da maioria dos seus campos de petróleo na Bacia de Campos, por inviabilidade econômica. Altamente endividada e com pouca geração de capital para pagar suas dívidas, a empresa se tornou uma fonte de dor de cabeça para investidores.

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