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O direito de dizer adeus: idosos na Itália só conseguem se despedir de filhos e netos pela internet

São pessoas velhas que estão em estado gravíssimo do coronavírus

23 março 2020 - 17h53Por Thiago de Souza

Apesar das muitas medidas adotadas na Itália, o número de mortos pelo coronavírus é muito grande. Já são 5,5 mil perdas de vidas que machucam. E muito. 
Segundo a BBC, em meio a este cenário desolador, algumas pessoas vivem uma situação particularmente dramática: os pacientes mais velhos que depois de contrair a doença são internados em hospitais com pouca chance de sobreviver e ficam completamente sozinhos.

Devido ao isolamento, muitos dos idosos que morreram na Itália não conseguiram se despedir de seus entes queridos. Há pouca informação sobre o que realmente está acontecendo nos hospitais.

O jornal italiano, Il Giornale, trouxe relato da médica Francesca Cortellaro, do hospital San Carlo Borromeo, em Milão. Ela disse que o mais dramático é ver pacientes idosos morrendo sozinhos e escutando-os pedir que se despeça de seus filhos e netos e os netos por eles. 

A médica também disse que uma idosa lhe havia pedido que visse a neta por última vez antes de morrer. Então, Cortellaro pegou o telefone e ligou para ela em vídeo.

A triste história contada por essa médica motivou um grupo de militantes do partido democrático na zona 6 de Milão a liderar uma iniciativa para que os idosos isolados tenham pelo menos a possibilidade de se despedir de seus entes queridos.

Os grupos compraram cerca de 20 tablets e entraram nos hospitais para que os idosos pudessem se despedir de seus entes queridos por meio de videoconferência. Essa media foi chamada de ‘’o direito de dizer adeus’’. 

Dói mais que a própria morte'

Por meio de sua conta no Facebook, Lorenzo Musotto indicou que o objetivo é permitir que "os doentes cumprimentem seus entes queridos pela última vez".

"A ideia de não ser capaz de dizer adeus me machuca mais do que a própria morte e existem outros locais com idosos, hospitais e asilos, onde não há mais a possibilidade de dizer adeus", disse ele.

Musotto também pediu que mais tablets fossem doados para esses pacientes.

"Estou profundamente convencido da importância de máscaras, luvas, máquinas, mas o direito de dizer adeus não deve ser menos importante", afirmou.