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Geral

OAB vai investigar ameaças contra jornalista e quer Comissão contra crimes online

14 dezembro 2015 - 09h54Por Rodson Willyams

O atual vice-presidente e presidente eleito da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, Mansour Karmouche, garantiu que a instituição deve e vai acompanhar o caso envolvendo a jornalista do TopMídiaNews alvo de ameaças e ofensas neste fim de semana, por meio da rede social Facebook, após publicar matéria 'O que acontece quando a PM é questionada'.


À reportagem, Mansour informou que ato praticado contra a profissional é um 'absurdo e inconcebível', porém, é necessário apurar quem está por trás da página intitulada 'Ser Policial por Amor', que proferiu as ofensas pela rede social.


"Primeiro, é necessário que a polícia identifique quem está por trás disso. Quem é o autor ou os autores que se escondem por trás desta página. Após serem identificados, aí sim, cabe representação contra eles tanto criminal quanto cível", ressaltou.


No entanto, o presidente eleito se mostrou solidário e informou que deve encaminhar o caso para a Comissão de Direitos Humanos da OAB. Ele ainda comentou que irá verificar se há uma Comissão de Combate a Crimes Cibernéticos. Caso não haja, ela será criada no próximo ano.


"Vamos verificar primeiro se há, se não houver, vamos criar e aí podemos fazer até convênio com o Google. Mas neste caso específico, é um ato de covardia", finalizou.


A jornalista registrou boletim de ocorrência na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro na noite deste sábado (12), e o caso será investigado pelo delegado João Eduardo Santana Davâncio. O TopMídiaNews vai ingressar na Justiça para as medidas cabíveis. A Corregedoria da Polícia Militar também será acionada para o caso de o autor da postagem ser um membro da corporação.

Resposta

O Portal TopMídiaNews é solidário à jornalista, por entender que ela apenas cumpriu o seu dever e o juramento de profissão: "Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício do meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação".


O site ainda se entristece com o acontecido, pois o ato de intolerância não apenas representa uma tentativa de censurar o jornalismo sério, compromissado com a verdade, como também reflete negativamente na própria Corporação, já que é evidente a importância do trabalho da Polícia Militar para a segurança pública. A classe não é inimiga da população e não deve ser punida pelo comportamento reprovável de alguns membros, mas o jornal também não se calará diante do abuso de poder e corrupção de alguns agentes.