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Pai busca tratamento para filha de dois anos com hidrocefalia

Alta Floresta

9 JAN 2014
Repórter MT
16h58min
Pai luta pela vida da filha de 2,5 anos - Foto: Repórter MT

Claudemir Dias da Silva, morador na cidade de Alta Floresta (MT), vive um drama com a filha Maria Clara, 2,5 anos diagnosticada com hidrocefalia. A família vive com dificuldades já que a mãe abandonou o marido que além de cuidar da criança com problemas de saúde, ainda tem mais cinco filhos e não pode trabalhar.

 

O pai revela que seu maior sonho é ver a filha brincando e correndo pela casa como uma criança normal. “Quando a Maria Clara tinha um ano e quatro meses a mãe dela saiu de casa. Fiquei com a reponsabilidade de criar as seis crianças. Tive que deixar o emprego para me dedicar exclusivamente à Clara. Ela precisa de atenção o tempo todo e faço o possível para dar o melhor para ela. Amor é o que não falta”, relatou.

 

Segundo informações de Claudemir, ele trabalhava como caseiro em uma fazenda do município, mas após a saída do emprego, sustenta a família apenas com o benefício do INSS concedido a filha doente que é de R$ 724,00. Outro problema enfrentado pelo responsável é que não existe atendimento especializado em Alta Floresta, somente em Cuiabá.

 

Enquanto isso, a situação de Clara piora a cada dia sem tratamento adequado. A cabeça da criança, por causa da água que se acumula, já cresceu de forma assustadora e há necessidade imediata de uma intervenção mais séria. “Recebemos a visita de assistentes sociais, uma terapeuta que atende de forma voluntária e agora um fisioterapeuta. Mas acompanhamento médico não temos”, desabafa. 

 

Apesar da gravidade da situação, o pai não se perde a esperança. Claudemir garante que a vontade de ver a filha andando pela casa é maior que o medo da morte. “Vai ser feita a vontade de Deus, ela precisa dessa cirurgia. Quero vê-la andando e feliz, esse é o meu maior sonho. Mas também se eu a perder, será feita a vontade de Deus”, disse chorando o pai.  

 

Sobre a doença - A hidrocefalia é o acúmulo anormal e excessivo de líquido dentro dos ventrículos ou do espaço subaracnóide. A doença se caracteriza pelo tamanho do perímetro cefálico, e pode ocorrer em crianças (diversas faixas etárias) ou adultos, tendo causas específicas. 

 

A família vive numa casa simples, sem conforto e precisa de todo tipo de ajuda material, mas o pai implora mesmo é por atendimento médico adequado. “Recebemos doações de todo o Brasil, e agradecemos muito. Mas queremos mesmo é um médico especialista que tenha amor à profissão e receba o caso da Maria Clara”, diz o pai às lágrimas. A cirurgia é de alto risco, mas é a única forma de Maria Clara ter uma chance, mesmo que pequena, de sobreviver. Se permanecer como está, a o risco de morte precoce é de 100%.

 

Auxílio - Claudemir abriu uma conta poupança na Caixa Econômica Federal (CEF) para receber ajuda financeira. Para colaborar com a família, os interessados podem fazer depósitos de qualquer quantia na Conta número 71451-7, operação 13. Na Agência 1385. O telefone de contato de Claudemir é (66) 9239-5207, em Alta Floresta.

 

Fonte: Repórter MT

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