Há um mês do horário de verão relógios públicos de Campo Grande, permanecem sem funcionamento. Um dos símbolos da história de Campo Grande, o Relógio da 14 instalado na Calógeras está em conserto há algum tempo, e quem passa no cruzamento com a Afonso Pena nota um certo vazio na hora de acertar os ponteiros.
Diante disso entramos em contato com a Prefeitura de Campo Grande, no dia 5 de setembro para sabermos o posicionamento deles a respeito da previsão da entrega do relógio, já que o mesmo tarda a ser entregue, e em nota fomos informados que não havia previsão de retorno. E que enquanto isso o monumento onde o relógio fica está passando por uma pintura.
Em 2011 a prefeitura autorizou que uma outra obra parecida fosse realizada e que por ter uma estrutura eletrônica complexa, tem que ser realizada em São Paulo, tendo na época um custo estimado de R$ 30 mil.
Histórico
O relógio foi instalado pela primeira vez, em 1933 na rua 14 de julho representando um marco zero da cidade, vindo a ser demolido em 70, sendo reerguido em 99 mas dessa vez na Calógeras, através do movimento rotariano em comemoração aos 100 anos de emancipação de Campo Grande.
Mais do que mostrar apenas as horas, para quem viveu na época o relógio representa, um símbolo de democracia. No local onde o primeiro monumento foi erguido, era realizado ponto encontros, comícios, shows entre outras situações.
Relógio das Flores
Nesse contexto histórico, em 2012 o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), lançou o Relógio das Flores que fica na confluência das avenidas Duque de Caxias com a Lúdio Martins Coelho, para recepcionar quem chega na Capital, pelo Aeroporto, atualmente também permanece abandonado. A atual gestão, não se pronunciou sobre o monumento.

(Foto: Geovanni Gomes)
Com cerca de três metros de diâmetro e ponteiros de alumínio com pinturas anticorrosiva, o monumento tem formato composto por plantas e flores. Seu funcionamento era acionado por energia elétrica, o relógio conta com bateria interna e carregador flutuante que garante o funcionamento mesmo que falte energia por vários dias.
Atualmente além parado o monumento encontra-se sem vida, seco sem as flores que até então embelezavam as horas do relógio.
Antigamente era realizada por ano apenas dois ajustes: no início e no término do horário de verão. E tinha um orçamento que variava em R$ 44,6 mil, o projeto foi realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação.
Cartões de visita que estão abandonados e que foram construídos com impostos pagos pela população, que até o momento não possuem nenhum retorno de quando vão ficar pronto, como repassou a administração pública.
Horário de Verão
Faltam 35 dias para que a população adiante os relógios. Na noite de sábado 18 outubro para domingo 19 outubro.







