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Paróquia da Inclusão em Campo Grande repudia 'facão' nas verbas de cursos de filosofia e sociologia

Medida foi proposta pelo ministro da Educação, Abrahan Weintraub e endossada por Jair Bolsonaro

26 abril 2019 - 16h50Por Thiago de Souza
Paróquia da Inclusão em Campo Grande repudia 'facão' nas verbas de cursos de filosofia e sociologia

Dia após anúncio feito em redes sociais por Jair Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abrahan Weintraub, a Paróquia da Inclusão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Campo Grande, repudiou possível corte de verbas de cursos como filosofia e sociologia. A entidade classifica a medida como ''desinteresse de agentes políticos com o pensamento humano''.

Conforme nota emitida nesta sexta-feira (26), a Paróquia acredita que menos verbas para cursos de filosofia e sociologia vai desestruturar o ensino e reduzirá ainda mais a oferta de pensadores para a sociedade.

''Sendo assim, a Paróquia manifesta apoio aos cursos de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) que oferecem ambas graduações em suas grades''.

Ainda de acordo com a Paróquia da Inclusão, a comunidade sempre espera notícias de aumento de recursos para melhorar os cursos de graduação, laboratórios e aumento de vagas nas universidades e se depara com anúncio de cortes de gastos. A medida, sugerida pelo ministro, deve gerar, consequentemente, corte de pessoal e professores.
 
Em outro trecho da nota, a entidade diz que a medida governamental vai causar prejuízos como o enfraquecimento e perda de autonomia da universidade pública.

''Ao propor a descentralização de investimento nas faculdades de Filosofia e Ciências Sociais, o Governo Federal começa a intervir na autonomia administrativa e acadêmica das universidades federais, colocando em risco a independência que foi conquistada com muita luta a determinação de alunos, professores e demais trabalhadores destas instituições. Há muitos anos não se vê uma intervenção desta amplitude''.

A sugestão de corte de verbas em cursos como filosofia e ciências sociais foi apresentada durante uma habitual transmissão ao vivo no Facebook, feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), todas as quintas-feiras. Na edição de 25/4, participou o ministro  Weintraub.

Confira abaixo, a íntegra da nota de repúdio feita pela Paróquia da Inclusão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Campo Grande.

NOTA DE REPÚDIO

A Paróquia da Inclusão da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Campo Grande vem a público repudiar, veementemente, qualquer ação do Governo Federal de diminuir o orçamento dos cursos de Filosofia e Ciências Sociais, por meio da descentralização de investimento nestas faculdades. Essa é uma postura clara de agentes políticos desinteressados com o pensamento humano e com o ensino destas disciplinas nas escolas públicas, haja vista que a desestruturação dos cursos, diminuirá ainda mais a oferta destes pensadores para a sociedade.

Sendo assim, a Paróquia manifesta apoio aos cursos de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) que oferecem ambas graduações em suas grades.

Todos os cursos de graduação necessitam de profundo investimento financeiro para ampliar a oferta de vagas, melhorar laboratórios e estruturas físicas, bem como os profissionais que atuam no ensino universitário. Quando se espera notícias sobre aumento de recursos para as Universidades Públicas, o Governo Federal anuncia cortes de gastos e, consequentemente, de pessoal e professores.

Ao propor a descentralização de investimento nas faculdades de Filosofia e Ciências Sociais, o Governo Federal começa a intervir na autonomia administrativa e acadêmica das universidades federais, colocando em risco a independência que foi conquistada com muita luta a determinação de alunos, professores e demais trabalhadores destas instituições. Há muitos anos não se vê uma intervenção desta amplitude.  

A Paróquia da Inclusão e seus membros colocam-se à disposição de alunos, professores, coordenadores e diretores das universidades que ofertam os cursos de Filosofia e Ciências Sociais para servir com orações nos ofícios litúrgicos, além de colocar a estrutura local para ações de manifestações contra o que fora anunciado.