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Participação de 49% da Infraero nos consórcios da aviação onera cofres públicos

Aeroportos

22 OUT 2013
Aline Oliveira
19h12min
Aeroporto internacional Tom Jobim (RJ)

Durante seminário sobre infraestrutura realizado nesta terça-feira (22),  no Rio de Janeiro, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco admitiu que a participação de 49% da Infraero nos consórcios de administração dos aeroportos brasileiros (que foram ou que ainda serão licitados) representa um peso para o Tesouro Nacional.

 

O ministro afirmou que é um sacrifício para o país cumprir os 49%, já que pela proposta orçamentária de 2014, a previsão do Ministério do Planejamento é que a Infraero receba um aporte recorde de R$ 1,969 bilhão, dos quais R$ 1.669 bilhão serão destinados para investimentos administrados pela estatal.

 

Foi informado ainda que o restante do orçamento (R$ 300 milhões) será destinado a integralizar o capital acionário das concessionárias privadas dos aeroportos, nos quais o órgão detém participação de 49% e precisa aplicar recursos para não perder sua fatia a outros acionistas.

 

"O futuro a Deus pertence. O que temos é que buscar boas alternativas, bons caminhos. Existem aqui [no evento] pessoas que têm oposição, acham que não é uma boa prática, e eu acentuei esse fato", disse, para em seguida complementar. "É uma prática e um modelo que o governo adotou e ele tem ônus, tem peso para o governo. A Infraero não é uma empresa capitalizada e o Tesouro é que cobre isso", admitiu Franco.

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