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quarta, 21 de abril de 2021
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Piloto que sobreviveu em mata diz que comeu frutas e ovos por 36 dias

Ele passava o dia procurando comida dentro da mata e buscando uma forma de sair do local

08 março 2021 - 07h28Por Dany Nascimento

Após ficar 36 dias perdido em uma mata, devido à queda de um avião, Antônio Sena fisse que a missão de todos os dias era encontrar água e alimento. 

“Minhas prioridades sempre foram buscar água e tentar buscar alimento, seja ele qual fosse", disse Sena.

Ele contou que passou mais de um mês comendo ovos de aves e frutas que encontrava na floresta.

De acordo com o G1, o avião que ele pilotava sumiu no dia 28 de janeiro, após decolar de Alenquer para a comunidade Califórnia, ambas na região do Baixo-Amazonas. Logo após o desaparecimento, a FAB (Força Aérea Brasileira) iniciou buscas que duraram cinco dias, mas foram encerradas por não haver nenhum vestígio, nem da aeronave, nem do piloto.

Em entrevista ao programa Fantástico, Sena contou que andava pela mata da manhã até o meio da tarde e só então parava para descansar. Na sexta-feira (6), ele encontrou com coletores de castanha e conseguiu pedir ajuda.

"Já eram entre 15h30 e 16h e caminhando no meio da mata eu vi uma coisa branca. Quando tirei a lona, vi um paneiro com castanha e as ferramentas pra abrir ouriço. Fui procurando a trilha [dos coletores]", afirmou Sena.
Ele conseguiu encontrar com os homens e foi salvo.

Acidente

Sena disse que a aeronave que pilotava parou de funcionar e ele precisou fazer um pouso forçado. 

“Pousei forçado. A aeronave parou (de funcionar). Como eu vinha voando baixo em 2 mil metros e ali tinha serra de 2 mil metros e um pouco mais, o tempo que eu tive foi de tentar reacender (o avião) e não consegui. Como eu não consegui, já fui buscando local para pouso. Fui encontrando um vale, desviando das árvores maiores até que consegui pousar em um valezinho no meio de duas serras”, disse o piloto.

"Então ele (o avião) entrou e eu bati nos açaizeiros e ele entrou de bico no igarapé certinho. Ele está de cara no igarapé. Como é tudo muito rápido, eu só lembro de conseguir sair do cockpit e minha mochila estava jogada do lado. Peguei minha mochila, um saco de pão, algumas coisas e me afastei da aeronave, que tinha muito óleo diesel. Aí peguei uma corda e o que pude pegar que tinha na aeronave e que fosse me ajudar no meio do mato. Não demorou muito e a aeronave começou a pegar fogo. Ela está queimada. Uma parte está queimada", disse