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Geral

Pode faltar alimentos por causa do coronavírus? Governo e associações respondem dúvidas

Itens como papel higiênico e álcool gel também foram pesquisados

21 março 2020 - 10h11Por Thiago de Souza

O surto do novo coronavírus fez muitos brasileiros se perguntarem se vai faltar alimentos nas prateleiras dos supermercados. Imagens de briga por comida em outros países causam temor na população e por isso o Ministério da Agricultura e associações de produtores responderam alguns questionamentos. 

A consulta foi feita pelo site G1, em um momento que, com mais pessoas em casa, o consumo de alimentos tende a aumentar. A pesquisa vale também para outros itens, como álcool gel e papel higiênico. 

Falta de produtos 

A Associação Brasileira de Supermercados, a Abras, informa que, apesar de faltarem produtos em prateleiras de comércios, essa falta é pontual e não configura desabastecimento. Isso, porque a matéria-prima ainda pode ser encontrada e a reposição será feita normalmente. 

Abras afirma que tem monitorado as lojas do país e, no momento, não foi identificado nenhum problema de desabastecimento, mas, sim, de reposição, devido ao maior número de clientes em algumas lojas.

Falta de alimentos

Não é motivo para pânico. Ao contrário. Entidades de produtores afirmam que a situação brasileira é muito confortável em relação a outros países. O comportamento do consumidor é que pode levar à falta pontual de alguns produtos, mas não há motivos para preocupação, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Além disso, a produção e o transporte não sofreram alterações por conta do surto do coronavírus. 

Desabastecimento?

Desabastecimento é quando há falta generalizada e duradoura de um produto, informou o Ministério da Agricultura. Quando falta um produto, não significa desabastecimento, apenas que houve um problema no fluxo da mercadoria. Esse fenômeno não é vivido atualmente no Brasil. 

Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) e professor de Administração na FEA/USP, pensa diferente e faz um alerta: 

"Não quero ser alarmista, mas o risco de desabastecimento existe. Você tem muitas atividades que as pessoas precisam estar presentes na cadeia de produção, como frutas, legumes, verduras, carnes", explica.

“Não dá para fazer para home office na indústria”, afirma Felisoni.

Além da incerteza quanto às consequências do vírus na sociedade, a possível falta está também relacionada ao comportamento de consumo da população. "Estamos vivendo uma situação inusitada que requer uma consciência social mais ampla", pondera.

Álcool gel faltou nas prateleiras. (Foto: Divulgação Procon)

Não achei álcool gel. E agora?

O álcool gel é apenas uma das diversas formas de fazer a higiene e prevenção contra o coronavírus. A mais indicada é lavar as mãos com água e sabão. Também pode ser usado o álcool 70º líquido, cuja matéria-prima não corre risco de faltar, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
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A matéria-prima para este fim representa uma parte muito pequena da produção brasileira e por isso há insumos de sobra para produzir esse item. 

Arroz e feijão

Conforme o site, associações de produtores garantem que não há risco de faltar arroz, feijão, salada e carnes. 

O motivo principal é que a agropecuária precisa ser planejada, ou seja, a produção de alimentos é feita muito antes de chegar à mesa do brasileiro. Neste momento, os produtores rurais estão na colheita da safra brasileira, que deverá ser recorde.

Devo estocar alimentos, bebidas e produtos de primeira necessidade?

Com os pais fazendo home office e as crianças liberadas da escola, é natural que o consumo de alimentos médio de uma família aumente.

"Nessa situação onde a gente é obrigado a ficar em casa por mais tempo, há necessidade de se reforçar a dispensa. Você vai comprar mais naturalmente porque as refeições serão preparadas em domicílio", explica André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE.

"Eu compraria o necessário a prover alimentação da família toda em casa nas três principais refeições: café da manhã, almoço e jantar", continua.
O que não precisa acontecer é a correria para estocar alimentos, alertam os especialistas.

Feira consciente 

Mapear o que tem em casa e o que, de fato, precisa ser comprado é o começo para otimizar a saída para o mercado, segundo Braz, da FGV.
Escolher horários de menor pico para evitar o contato com mais pessoas e comprar estritamente o necessário para períodos de 10 a 15 dias também são dicas do especialista.