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Geral

Polêmico, Uber nem chegou a Campo Grande e já pode ser proibido

Inovação

13 setembro 2015 - 15h13Por Mariana Anunciação

Uber é o aplicativo que conecta motoristas de carros particulares com usuários de transporte, usando tarifas um pouco maiores em comparação aos táxis convencionais, mas apostando na qualidade do serviço. A inovação "carona amiga" já provocou protestos em várias cidades do País onde é utilizada. Aqui, em Campo Grande, apesar de não estar em pleno funcionamento, o assunto também já se tornou polêmico com divergências de opiniões. Muitos aprovam a nova tecnologia, enquanto outros estão com a missão de tornar o aplicativo proibido por Lei.

Considerado inimigo número um dos taxistas legalizados, a empresa Uber- anteriormente UberCab - nasceu em Silicon Valley, São Francisco (EUA), com a ideia de fornecer aos usuários veículos de passageiros com condutor com bons e preços e qualidade no atendimento. Para simplificar, a reserva é feita diretamente no celular usando a geolocalização. Por conta disso, os clientes são os que mais defendem a tecnologia e tal fato já é motivo de debate até nas redes sociais.

"Perguntar pro usuário o que ele quer nem pensar né?? Tá na cara que o Uber é superior aos táxis, esses que já estão atrasados e superados. Usei o Uber em Brasília, excelente em atendimento, higiene do carro, conforto, profissionalismo e facilidade de pagar no cartão...", esse é um trecho postado pelo veterinário Fabiano Battiston, recentemente, em sua página social. O relato teve diversas curtidas e até comentários de apoio.

Por outro lado, o vereador Marcos Alex (PT) é contra a liberação deste aplicativo e já criou, junto com a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), projeto de lei que proibe a regulamentação do aplicativo e a utilização de carros particulares cadastrados em aplicativos para promover transporte remunerado individual de pessoas em locais pré-definidos.

"O projeto de lei é contra o aplicativo porque trata-se de um serviço clandestino, sem autorização e que fere a legislação vigente. O correto seria passar por uma concessão do município, fere o princípio da livre concorrência, não tem compromisso com tributos", explicou o vereador Marcos Alex.

Outra categoria contra são os taxistas e o vereador justifica. "O taxista que luta diariamente pelo seu próprio sustento, paga os impostos, fica extremamente prejudicado com esse aplicativo. Por enquanto, em Campo Grande, só é permitido taxistas e moto taxistas devidamente cadastrados. Acredito que deve permanecer assim, apesar de ser uma novidade na Europa e nos grandes centros, porque a forma como essa tecnologia tem sido conduzida faz com que nós tenhamos a obrigação de proibir sua utilização", avaliou o vereador.

O projeto de lei ainda não foi apreciado e segue na Comissão de Justiça. O vereador salientou que está prevista uma audiência pública para o mês de outubro, ainda sem data definida, para tratar sobre o assunto.